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Médio Tejo: Caminhos do Ferro como primeiro passo

Ricardo Ribeiro, Aldara Bizarro, Galandum Galundaina, Teatro do Ferro, Baile dos Candeeiros, O cão que corre atrás de mim (e o avô Elísio à janela), Erva Daninha, Marina Palácio, Yola Pinto, Violant, Paulo Carmona, Sopa Nuvem, são apenas alguns dos espetáculos e artistas que de 11 a 16 de abril estarão em exibição nos Caminhos do Ferro, iniciativa da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIM Médio Tejo) e os seus treze municípios.

Ricardo Ribeiro

A CIM Médio Tejo criou, no final de 2016, o Comissariado Cultural do Médio Tejo (CC) tendo por objetivo estruturar o tecido cultural da região e lançar-lhe o desafio de aumentar a sua escala de acção, trabalhando em rede entre municípios.

O projeto Caminhos, fruto do trabalho desenvolvido pela CIM Médio Tejo, CC e Municípios, baseia-se em três anos de programação (2017, 18 e 19). Em cada um destes anos haverá três momentos de programação. O Caminhos subdivide-se em três momentos anuais: os Caminhos do Ferro, nos próximos dias 11 a 16 de abril, da Água (Julho) e da Pedra (Outubro).

Cada um destes caminhos, dentro do Caminhos, tem uma temática artística: em Abril a Dança, em Julho a Música e em Outubro o Teatro. Os caminhos dentro do Caminhos são definidos pelas vias de comunicação, no caso do Ferro as linhas ferroviárias, da Água os rios, da Pedra as auto-estradas e vias rápidas.

Co-finaciado pela União Europeia, Portugal 2020 e Centro 2020, o Caminhos tem o mote “Médio Tejo, uma região a caminho”. Esta ambivalência esteve e está presente em toda a estruturação do projecto. Não só  “a região administrativa Médio Tejo, recente e desprovida de identidade que só o tempo pode oferecer, carece de uma afirmação junto dos cidadãos e cidadãs, como a região, geográfica e turisticamente está a caminho. Nenhuma região está tão próxima de todo o país como o Médio Tejo”, “estamos a caminho, atravessam-nos viagens, tocam-nos cruzamentos. Como nenhuma outra”, afirmou um dos comissários, Ricardo Alves.

yola pinto

Luís Ferreira, outros dos comissários do projeto, disse que o projeto “é complexo” tendo destacado a “novidade” de uma “programação cultural em rede” nos 13 municípios que integram a CIMT e o objetivo de “implementar uma oferta cultural que possa igualar a excelência do património material e imaterial existente” na região do Médio Tejo, no distrito de Santarém.

A rede ‘Caminhos’ “integra três roteiros de formação e animação cultural associados a elementos que unem a região internamente e fortalecem a sua ligação ao mundo”, destacou o comissário cultural, “serão três grandes caminhos, três ciclos de programação em cada ano, que se desenham sobre três vias de acesso que afirmam o Médio Tejo, não apenas como lugar de enorme valor patrimonial, mas como património acessível para ser vivido”, sublinhou Ferreira, tendo feito notar que “o turismo é uma das áreas em que a CIM do Médio Tejo aposta para o desenvolvimento da região, pretendo potenciar novos contactos e promover os seus destinos”.

O projeto, orçado em “algumas centenas de milhares de euros” para os três anos de duração, visa “deixar lastro junto das comunidades para que estas possam ficar mais apetrechadas e capacitadas para as práticas culturais no futuro”, através de interação entre artistas e populações, e “com espetáculos a decorrer em fins de semana alargados, junto de locais de referência patrimonial, e em outros menos óbvios, como seja em grutas, barcos, castelos, ruas, praias fluviais, comboios”, entre outros.

Maria do Céu Albuquerque, presidente do Conselho da Cim Médio Tejo, destacou na apresentação do projeto na Bolsa de Turismo de Lisboa, a aposta na promoção turística da região centrada em três momentos ao longo do ano, que incluem residências artísticas, workshops e espetáculos, “envolvendo as populações locais, artistas com ligação à região, nacionais e estrangeiros, destacando ainda o papel deste projeto “ambicioso” que contribui para a “afirmação turística” da região ao fazê-la caminhar com um ritmo único, assente nas suas “especificidades”.

Património é palco

Cinco artistas trabalham há já um mês em cada um dos municípios dos Caminhos do Ferro. Violant em Tomar, Marina Palácio em Vila Nova da Barquinha, Yola Pinto em Abrantes, Paulo Carmona em Mação e o Teatro do Ferro no Entroncamento. Cada um destes artistas criaram um percurso artístico nos concelhos em que se debruçaram. O percurso artístico trabalha identidades concelhias, através de residências artísticas. Yola Pinto, por exemplo, encantou-se pela história industrial de Tramagal, concelho de Abrantes. Com hora marcada, durante os dias de programação, o percurso estará disponível (ver programa) para os visitantes que poderão realizá-lo de forma orientada.

Baile dos candeeiros

Marina Palácio, em Vila Nova da Barquinha, propõe “O Espantoso caminho das Árvores-biblioteca”, um percurso artístico para descobrir com a artista, que tem ponto de partidas nas árvores e ponto de chegada nos laços afetivos geracionais, sem esquecer as raízes que dão força à identidade local e à memória das gentes.

A escrita criativa (poesia) e a ilustração partilham-se em cada ramo deste percurso inspirado não só nas folhas das florestas, quintais e jardins, mas também nas folhas dos livros. Elementos simples que merecem uma paragem na correria do quotidiano para saborear o momento, descobrir a beleza e respeitar o meio envolvente.

A artista trabalhou com seniores e crianças do concelho para desenterrar emoções, memórias e criatividade.

Violant, criador de arte urbana, respirou e sentiu o ritmo de Tomar e criará dois murais gigantes que poderão ser visitados durante a semana de programação e que ficarão. O mesmo acontece com todos os outros percursos. A continuidade dos percursos fica assegurada com a formação de mediadores locais, dois de cada concelho, que ficam capacitados para orientar visitas no futuro.

A valorização patrimonial está  no centro da programação com cada um dos monumentos, edifícios, locais de interesse nacional ou regional a comunicar o “vizinho”. A vertente turística está assegurada. O património, os centros históricos serão cenário para espectáculos multidisciplinares. A ideia de caminho está subjacente a toda a programação, o movimento, a ligação, o percurso.

O Castelo de Almourol servirá de cenário para o Baile dos Candeeiros, da companhia Radar 360, em que bailarinos e bailarinas dançam com candeeiros iluminados e coloridos nas suas cabeças. O espetáculo repete-se na Praça Salgueiro Maia, no Entroncamento.

Deixar Lastro

Uma outra vertente, nunca menos importante, prende-se com a capacitação do tecido regional, das pessoas que habitam no e vivem o Médio Tejo. Assim, a rede funcionará numa lógica de comunhão intermunicipal de intervenientes. Os percursos são base fundamental do processo do Caminhos com artistas a interagir com as comunidades locais. Exemplo desta lógica são as intervenções de Aldara Bizarro já em abril. A renomada coreógrafa vai trabalhar com bailarinos e bailarinas amadores, sejam de ranchos folclóricos, danças de salão, entre outros, de cada um dos concelhos intervenientes dos Caminhos do Ferro. Aldara Bizarro propõe o projecto “Andar” que reunirá 10 participantes de cada um dos concelhos dos Caminhos do Ferro (Abrantes, Entroncamento, Mação, Vila Nova da Barquinha e Tomar). No total, 50 participantes ensaiarão o espectáculo de dança e exibirão em Abril. O espectáculo será depois reposto em Julho, nos Caminhos da Água.

Aldara

O Projeto Caminhos é um caminho a ser percorrido por todos, população local, turistas, municípios, e CIM Médio Tejo. Não é um festival, não é uma mostra, é um projeto para uma região, um projeto cultural e artístico que deseja deixar lastro.

O Comissariado Cultural da CIM Médio Tejo é composto por Luís Ferreira (Diretor do Festival Bons Sons e do 23 Milhas de Ílhavo), Elisabete Paiva (Diretora do Festival Materiais Diversos) e Ricardo Alves (Diretor do Jornal NA). A CIM Médio Tejo é composta por Abrantes, Alcanena, Constância, Mação, Vila Nova da Barquinha, Entroncamento, Ourém, Tomar, Ferreira do Zêzere, Vila de Rei, Sertã, Sardoal e Torres Novas.

 

 

MAÇÃO: Arranca esta sexta-feira, 3 de julho, a 22.ª Feira Mostra do Concelho

O Artesanato, a Gastronomia e as Atividades Económicas vão estar em destaque. Um fim-de-semana em festa. Dias 3, 4 e 5 de julho.

programa

A 22.ª Feira Mostra do Concelho de Mação decorrerá no Largo Infante D. Henrique, conhecido como Largo da Feira, junto ao Museu, Piscinas e GNR.

O horário inicialmente previsto para a Abertura Oficial do certame sofreu alterações tendo sido antecipado das 18h30 para as 17h45 desta sexta-feira, 3 de julho. Contará com a presença de Sua Excelência o Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Dr. Manuel Castro Almeida.

Com mais de duas décadas de existência, a Feira Mostra já se afirmou como um espaço privilegiado de reunião e convívio dos habitantes do Concelho e de Concelhos vizinhos. Particularmente, é a continuação de uma aposta em mostrar o que Mação tem de melhor.

Além dos seus objetivos primordiais de divulgação das potencialidades do Concelho registe-se, uma vez mais, o funcionamento de sete espaços de restauração, a mostra do trabalho de vários artesãos e das atividades económicas. A animação é sempre excelente aposta, com a atuação não só de grupos concelhios, como também de grandes nomes da música portuguesa: D.A.M.A, GNR e CUCA ROSETA.

É preocupação da Autarquia promover uma iniciativa que se adequa, nas suas várias vertentes e atividades, ao gosto e idades dos diferentes tipos de público.

72 stands de exposição. 7 espaços de restauração com pratos típicos. Bares. Feira do Livro. Exposição e lançamento de livro. Distinção a Empresários do Concelho. Atuação de Grupos Musicais Concelhios. BTT. Cicloturismo. Zumba. Trail. Seminário de RCI e Obidience. Exposição Especializada de Raça Boxer. Demonstração canina. Encontro de Cães de Parar. Futsal. Malha. Jogos tradicionais. Passeio de Motorizadas Clássicas. Marchas Populares e animação infantil com insufláveis para crianças.

A Feira Mostra, na sua 22ª edição, continua a ser um esforço da Autarquia, de várias Instituições, Associações e de muitos Maçaenses confirmando que é bom viver no Concelho de Mação. Para além da importante parceria com as Associações Concelhias, a Câmara Municipal conta com o apoio da Pinhal Maior, Instituto de Emprego e Formação Profissional e Turismo do Centro de Portugal para a realização destes três dias de festa em Mação

Região: Praias de Carvoeiro e Aldeia do Mato com Bandeira Azul

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A Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE) anunciou no dia 30 de Abril a lista de Praias Costeiras e Fluviais, Portos de Recreio e Marinas galardoadas com a Bandeira Azul em 2015. A Praia Fluvial de Carvoeiro e a praia Fluvial de Aldeia do Mato – Abrantes, são as únicas praias certificadas no distrito de Santarém. Para a Praia Fluvial de Carvoeiro este é já o 9.º ano consecutivo de atribuição da Bandeira Azul.

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Este ano o lema da Bandeira Azul é “Faz da mudança a tua praia!”. A Bandeira Azul é um símbolo de qualidade ambiental atribuído anualmente às praias e portos de recreio e marinas que se candidatam e que cumpram um conjunto de critérios. A bandeira azul vai ser hasteada este ano em 299 praias – 283 costeiras e 16 fluviais – e em 15 marinas. A região do Algarve continua a ter o maior número de praias distinguidas, 85.

RA

Portugal2020: 164 municípios com direito a cuidados especiais

A lista foi elaborada e aprovada pelo Governo. O país da baixa densidade e em risco de desertificação vai ter direito a cuidados especiais sendo que 164 municípios, incluindo oito dos 13 que integram a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, terão privilégios especiais no acesso aos fundos estruturais no período até 2020

O governo aprovou no final do mês de Março as fronteiras entre os 164 municípios em risco de desertificação e o país com algum músculo demográfico e económico. Na notícia avançada pelo jornal “Público”, aponta que o Portugal do interior mudou de nome e chama-se agora o Portugal dos territórios de baixa densidade.
Abrantes, Constância, Ferreira do Zêzere, Mação, Vila de Rei, Vila Nova da Barquinha, Sardoal e Sertã, oito dos 13 concelhos integrantes da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, fazem parte desta lista. Fora dela, seguindo a lógica de um mapa claramente desequilibrado perante a proximidade com a litoral do país, ficam Alcanena, Torres Novas, Entroncamento, Tomar e Ourém.
A lista dos 164 municípios foi aprovada pela Comissão Interministerial de Coordenação do programa Portugal 2020, que reúne representantes de todos os ministérios, e o mapa resulta de uma proposta da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), numa tentativa de acabar com as diferentes interpretações que existem sobre a faixa do território nacional afectada pelo despovoamento, a desertificação, o envelhecimento e falta de dinâmica económica.
Ao “Público”, Manuel Castro Almeida, secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, disse esperar que o novo mapa “sirva de base para o futuro”, até porque “nunca se tinha feito este trabalho”.
O Governo definiu três fórmulas para discriminar favoravelmente os municípios sinalizados, nomeadamente com a criação de programas aos quais só eles poderão concorrer, de bonificações na apreciação das candidaturas e, no caso de um investimento privado, haverá lugar a uma bonificação de 10% face aos valores praticados nas outras áreas do país.

Cinco indicadores. A densidade populacional pesa 50% na análise aos municípios, depois com 10%, foram tidos em conta cinco outros indicadores, no caso o “perfil territorial”, que analisa questões como o uso do solo; o “perfil demográfico” que atende a factores como a variação populacional ou o peso dos idosos e dos jovens na pirâmide demográfica; o “perfil povoamento”, que observa as percentagens da população rural e urbana; o “perfil socioeconómico”, que atende a critérios como o rendimento médio mensal ou o peso da população com o terceiro ciclo do ensino básico; e o “perfil acessibilidade” que considera as condições de acesso à sede do concelho, à capital do distrito ou à capital regional, lê-se na notícia avançada pelo “Público”.

Os territórios de baixa densidade chegam ao litoral alentejano (com excepção de Sines) e algarvio e abrangem todas as capitais de distrito do “interior”, com excepção de Viseu. As diferenças dentro do país são elucidadas através dos extremos que o novo mapa evidencia, enquanto Alcoutim tem 5,1 habitantes por km2, a Amadora, por exemplo, tem 7363.
Apesar de não saber ainda o volume dos financiamentos, apenas que é maior que o QREN, o secretário de Estado acredita “muito” em pequenos investimentos, feitos à escala local, que tenham como ponto de partida a “valorização dos produtos locais prometendo que, para estes, “há bastante dinheiro”

RA

Mação: Seminário juntou especialistas internacionais em Mação

Durante dez dias, de 19 a 28 de Março, o Seminário Intensivo “Gestão Integrada do Território Cultural para a Sustentabilidade Local e Global”  juntou mais de meia centena de estudantes e cerca de 30 docentes, de 20 nacionalidades e várias áreas de formação em Mação. O Instituto Terra e Memória homenageou o município de Mação e ambos assinaram um protocolo de colaboração com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Está também em marcha o primeiro  programa de colaboração entre Portugal e a China, no âmbito das Humanidades.

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O seminário realizou-se no âmbito do Apheleia, um projecto que resulta da parceria de 18 entidades entre elas o Instituto Politécnico de Tomar, o Instituto Terra e Memória (ITM), a Comunidade Internacional do Médio Tejo o Município de Mação, o Centro de Geociências da Universidade de Coimbra e instituições internacionais.

Foram oito as Universidades internacionais representadas nos trabalhos que se debruçaram sobre as políticas estratégicas de desenvolvimento para a região do Médio Tejo sendo que um dos objectivos do seminário foi o envolvimento de especialistas de diversas áreas, não se cingindo apenas a profissionais da arqueologia e ciências sociais, por forma a perceber melhor de que forma se pode intervir eficazmente no território.

Estudantes, investigadores e especialistas das áreas da antropologia, etnografia, gestão do património, geografia, geologia, urbanismo, arquitectura, planeamento, engenharia ambiental, economia, finanças e comunicação, foram chamados à discussão numa iniciativa do ITM e do Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo.
Por Mação, concretamente pelo Auditório do Centro Cultural Elvino Pereira, passaram, entre outros, Miguel Pombeiro, Secretário Executivo da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, e uma delegação chinesa, composta por elementos do governo chinês e membros da Academia Chinesa de Ciências Sociais com os quais o ITM encetou uma parceria para a criação do primeiro programa de colaboração entre Portugal e a China, no âmbito das Humanidades.
O Seminário foi igualmente composto por workshops, aulas de campo em Mação e visitas de estudo (ver peça ao lado).

Um dos objectivos do seminário foi o envolvimento de especialistas de diversas áreas, por forma a perceber melhor de que forma se pode intervir eficazmente no território.

Câmara Municipal de Mação homenageada. O ITM homenageou o município no dia 27, durante os trabalhos do seminário, através de Vasco Estrela, presidente da autarquia. A homenagem justificou-se, segundo o ITM, “pelo contínuo investimento (do município) no desenvolvimento territorial de Mação, do Médio Tejo e de Portugal, manifestado através das estratégias de gestão da educação, da valorização florestal, da qualidade de vida da terceira idade e da afirmação local e internacional do património cultural”. Para o ITM, o papel da câmara é decisivo “na criação, em Mação, de um centro de referência internacional em património cultural e gestão integrada do território, consubstanciada na criação do ITM e construção de projectos que nesta altura se desenvolvem em 14 países de quatro continentes”.

Já Vasco Estrela, agradeceu em nome do município, “é uma homenagem do município, é do concelho e das pessoas que compõem este território. Tenho dito muitas vezes que este projecto que está a ser desenvolvido pelo Museu, pelo ITM, pelos parceiros todos que connosco têm trabalhado é extraordinário para o concelho, para a região e espero que o seja também para Portugal. A Câmara de Mação foi distinguida hoje sendo que eu, enquanto presidente, sinto uma gratidão por reconhecerem o trabalho que a Câmara tem desenvolvido e o apoio que tem dado, mas quem também devia homenagear o ITM e todas as pessoas é o município de Mação”.
Numa referência ao trabalho realizado por Luiz Oosterbeek – Director Científico do Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo – e sua equipa, Vasco Estrela voltou a repetir que “o trabalho desenvolvido tem sido extraordinário” e agradeceu “tudo o que têm feito pelo concelho”.

A Câmara Municipal, o ITM e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa celebraram um Protocolo de Colaboração, que visa a regulação de uma parceria entre as instituições com vista à realização de Estudos e Projectos a desenvolver por estudantes e docentes do Mestrado em Design de Equipamento da Faculdade, enquadráveis no âmbito das actividades de investigação promovidas pelo ITM para a valorização cultural do património e gestão integrada do território no Município de Mação.

A Faculdade de Belas-Artes poderá fomentar a produção de conhecimento científico e estudos na área do design e da Cultura Material através de projectos de Curadoria de Design e Museografia em Exposições e outras acções através desta parceria com instituições culturais e/ou responsáveis pela conservação, valorização e disseminação do património e da cultura material nacional. A Câmara Municipal de Mação e o ITM poderão vir a usufruir dos conteúdos estratégicos em matéria de Design que a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa se encontra em condições de produzir.

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TEXTO&FOTOS: Ricardo Alves

Conheça as novas Estrelas do Médio Tejo

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Castelo de Almourol (Vila Nova da Barquinha), Centro de Ciência Viva (Constância), Praia Fluvial do Vergancinho (Mação), Parque de Merendas do Brejo (Mação), Arroz de Lampreia e Fofas de Mação. Foram estes os grandes vencedores da iniciativa Estrelas do Médio Tejo. Os resultados foram conhecidos a sexta-feira no Seminário “O Tejo que nos une”, que marcou o ponto final no evento Viver o Tejo International Meeting 2013. Durante os últimos quatro dias, mais de 90 agentes turísticos de sete países rumaram a Santarém para conhecer o projeto Viver o Tejo, criado e dinamizado pela NERSANT, e o turismo da Região do Ribatejo.

Em Vila Nova da Barquinha, no dia 29, perante um Centro Cultural cheio, marcou-se o fim de quatro dias dedicados ao turismo, negócios e relações internacionais, tendo como objecto o rio Tejo e a região do médio Tejo. O seminário contou com Ricardo da Silva (AGETUR – Turismo Governo de Goiás, Brasil), Aníbal Nhampossa (Diretor Provincial de Turismo de Sofala, Moçambique), José Mendes (representante da Câmara Municipal de Santa Cruz, Cabo Verde), representantes dos operadores dinamarqueses Svante Rejser (especializado no mercado Português – incluindo Açores e Madeira – desde 1987) e Kulturrejser Europa (focado no turismo sénior e direccionado para visitas históricas e culturais) e um representante da Federação Mundial de Organizações de Guias Turísticos (WFTGA), da América do Sul e América Central (desde 1985 que esta Federação representa mais de 200 mil guias em mais de 70 países em todo o mundo, enquanto membros da Organização Mundial do Turismo e UNESCO), seguidos de um painel composto por Miguel Pombeiro, recentemente empossado como Secretário Executivo da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), Carlos Blasquez, responsável pela candidatura do Tejo a Património da Humanidade da UNESCO, Vasco Estrela, Presidente da Câmara Municipal de Mação, Fernando Carvalho Rodrigues, Presidente da Associação dos Proprietários e Arrais dos Barcos Típicos do Tejo e Vice-Presidente da Marinha do Tejo e  Carlos Cupeto, Docente da Universidade de Évora.

O seminário foi um dos pontos de partida para a discussão sobre o futuro do Tejo, o elemento âncora para os projectos que visam dinamizar a actividade turística e económica da região. O evento contou ainda com as intervenções de Fernando Freire, Presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha, Maria do Céu Albuquerque, Presidente do Conselho da CIMT, Salomé Rafael, Presidente da NERSANT e Pedro Saraiva, Presidente da CCDR-Centro.

 

Leia mais na edição de Dezembro do JNA, brevemente nas bancas.