Arquivo de etiquetas: cultura

Vincent Glowinski leva “Human Brush hoje a Abrantes. Imperdível

O palco está montado e salta à vista a enorme tela e palco no qual Vincent Glowinski promete uma atuação memorável. São os Caminhos da Água, de 13 a 16 de julho, em sete concelhos do Médio Tejo

Capa Human Brush

O conceituado artista belga traz à região o seu espetáculo Human Brush. Em palco, Vincent move-se e os seus movimentos criam todo o tipo de figuras numa tela gigante. A camera que o observa mapeia os seus movimentos e recria-os na tela. Em Abrantes, dia 13, quinta feira, pelas 22h00, na Praça José Raimundo Soares e em Montalvo (Constância) na Quinta D. Maria no dia 15 de julho, sábado pelas 22h00, Human Brush deixará a sua marca num espetáculo único que cria uma atmosfera densa mas libertadora.

capicua

Mas pelas ruas, praças, praias fluviais, grutas entre muitos outros locais, passarão muitos outros artistas. Na música as propostas são Capicua e Pedro Geraldes com o Projeto “Mão Verde” Birds Are Indie, Lavoisier, Batida, Contatinas e Drama e Beiço.

Erva Daninha traz novo circo, Lama leva o teatro de local em local, desde praias a praças, passando por zonas verdes e nascentes com “Carripana”, a companhia Radar 360 regressa com o Baile dos Candeeiros e o Teatro de Ferro apresenta “Olo, um solo sem S” em Abrantes. O Teatro do Frio realiza “Concerto para Estrelas” em Constância e Vila de Rei.

batida

O conceito do Caminhos também é o de dar oportunidade ao visitante de fazer o seu próprio roteiro, escolhendo locais e espetáculos tendo em conta o mesmo.

Em Outubro, o Caminhos regressa com a Pedra. O projeto da CIMT é co-financiado pela União Europeia no âmbito do programa de apoio Portugal 2020. A CIMT é composta pelos municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Mação, Sardoal, Vila de Rei, Vila Nova da Barquinha, Ferreira do Zêzere, Sertã, Torres Novas, Ourém, Tomar e Entroncamento.

Todo o programa em http://caminhos.mediotejo.pt/

baile dos candeerios

VN Barquinha: A música ao alcance de todos no CIR-ExTuna

O Clube Instrução de Recreios de Moita do Norte, em Vila Nova da Barquinha, oferece uma grande variedade de aulas e formação musicais, para todas as idades. As formações disponibilizadas são Guitarra Eléctrica e Guitarra Clássica– iniciação e nível avançado (com Prof. Jorge Esperança), Bateria – iniciação e nível avançado (com Prof. Zé Maia), Saxofone- alto, tenor e barítono (com Prof. Pedro Borga) e Formação Musical (com Prof. Jorge Esperança e Pedro Borga).

Os horários podem ser articulados às necessidades de cada um e possibilidades dos professores e as informações podem ser obtidas através do telefone 918297233 ou através do email cir-extuna@gmail.com.

Pág 20 Cir Extuna.jpg

Entrevista Luís Dias, Vereador da Cultura de Abrantes: “Regularidade, continuidade e qualidade na programação”

Luís Dias acumula, entre outros pelouros, o da Cultura e em entrevista ao NA antecipa o futuro da cidade na área. Para o vereador abrantino, é necessário cativar toda a população, preservar a memória e não descurar as novas tecnologias. Em vésperas de mais umas Festas de Abrantes e também de mais um 180 Creative Camp, Luís Dias explica os caminhos a percorrer para tornar Abrantes numa referência de boas práticas culturais

Imagem

Que planos tem o executivo para a cultura em Abrantes no início deste mandato, que é também a sua estreia na vereação?

Abrantes é uma cidade reconhecida, convidativa, e que ao longo dos anos tem trilhado um percurso que se pretende, com este novo ciclo e orientação estratégica, venha a reforçar a sua programação cultural e desportiva, a posição estratégica, a identidade histórica e inclusivamente, porque não tornar-se um pólo de atractividade por causa deste cruzamento. E uma vez que estamos num palco privilegiado (Jardim do Castelo), a relação entre o turismo industrial e arqueologia industrial pode contribuir para isso. A qualificação das nossas pessoas, o potenciar do sentido crítico, da procura constante, continuada e regular em eventos e percursos. A cultura é algo que vai passando mas é constantemente sedimentada.

Criação e formação de públicos?
Não só, porque falamos muito da criação e qualificação de públicos mas muitas vezes descuramos a questão da qualificação dos próprios criadores. Tem de ser uma visão a 360º: não de pode qualificar um grupo restrito, seja escolar ou informal, sem chegar ao professor, ao monitor, ao profissional que trabalha com eles. Tem de haver um compromisso de todos, da Câmara enquanto veículo de afirmação cultural aprendendo com os outros para que todos possamos criar o tal domínio cruzado. Só poderá haver verdadeira marca de cidade se conseguirmos que tudo isto se congregue. Um evento só pode grandioso se conseguir envolver a comunidade. Viu-se isto noutras cidades. A comunidade tem de ter sentimento de pertença.

Nesse sentido, neste momento, qual é a relação da cidade com a cultura, sabendo que tem sido uma aposta da actual presidente?
Partindo da notoriedade que Abrantes pode ter no Médio Tejo. E para além da sra. presidente ter esta visão da supra municipalidade é muito importante para Abrantes e pode estar ai uma lacuna que podemos ainda hoje entender. Comunicamos muito pouco com outras geografias. Talvez ainda não tenhamos atingido os patamares de notoriedade que ambicionamos e creio que o trabalho tem de ser por aí. Obviamente que não podemos pensar a cultura de Abrantes sem pensar a da região. As sinergias, redes e parcerias tão em voga são estruturantes para a qualificação da cultura abrantina. Não descurando jamais as nossas aldeias, os nossos fregueses, as nossas ruas para estimular o sentimento das pessoas que cá vivem e consigamos criar sentimentos de pertença e as pessoas terem orgulho em defender as suas caracteristicas, em falar da sua história, das suas gentes, e da sua topografia, artes, ofícios, tradições. É isso que faz o pulsar do povo. Esse será um grande desígnio e um desafio para os próximos anos, a afirmação da identidade enquanto factor de competitividade entre o território. Abrantes não perde se competir com Tomar ou Torres Novas.

O triângulo estratégico do médio tejo…
Eu julgo que quando temos equipamentos culturais com a distinção que Abrantes tem, uma biblioteca, o cineteatro., um arquivo municipal, património incomensurável como o Castelo de Abrantes, uma memória industrial (metalúrgica Duarte ferreira, a riqueza do azeite), eu julgo que temos as todas as condições para tornar a cidade e o concelho num palco. Tomando o exemplo de Torres Novas, o trabalho que o Teatro Virgínia (TV) fez foi talvez de triangulação, que teve um vértice: o TV, um equipamento cultural de excelência. Teve outro que foi o castelo, com a criação de uma dimensão imaterial que potenciou a criação das feiras medievais, recriações históricas. Mas também a biblioteca e o arquivo, pois onde reside a memória, o património bibliográfico e testemunhal. Em Abrantes temos as mesmas condições que Torres Novas. Tomar tem, por exemplo, uma dimensão templária tremenda, um património mundial e depois temos esta visão de que quanto mais radial e holística for, melhor para nós. Porque nós estamos no centro histórico, convivemos nele criamos produtos, mas temos de ir avançando e chegando às aldeias e vilas que nos rodeiam –Pego, Tramagal. Alferrarede, Fontes, São Facundo. Num território tão grande como o de Abrantes precisamos de um fio condutor, uma marca que temos de construir.

Imagem

Como se qualificam e formam os públicos, formal e informalmente?
Um elemento basilar é o serviço educativo associado às nossas práticas. Termos um na galeria municipal, que é uma referência incontornável desta cidade – ainda agora com a inauguração da exposição de José Guimarães atingiu uma notoriedade incrível em que um dos artistas plásticos mais conceituados de todos os tempos em Portugal está em Abrantes e procurou Abrantes – em que se criou uma dimensão de contemporaneidade num edifício com uma memória tao importante para os abrantinos, (antigo quartel dos bombeiros), e essa fusão é necessária em todos os nossos aspectos. Estamos num jardim do castelo que precisa de elementos de contemporaneidade associada, senão ficamos retidos num passado, numa imagem de uma cidade, na cidade florida. Dou outro exemplo que talvez possa ser sintomático deste pulsar que pode ser o amanhã. Realizamos agora as Festas de Abrantes, associadas a um mote, e teremos depois o “180 Creative Camp”, um campo de criatividade, imaginação, de aglutinação de saberes e de encontro de múltiplos criadores. Mas não podemos deixar que passe por cá sem deixar sementes. E os serviços educativos aí são fundamentais.

Há também a questão do financiamento das estruturas, dos parceiros, num concelho tão extenso, como

o Finabarantes?
Abrantes a esse nível trabalha seguramente melhor que muitos outros. Tem um fortíssimo programa de apoio ao associativismo, seja no desporto, cultura, acção social e na juventude. Sempre numa lógica de transversalidade das práticas. É um marco incontornável da nossa região em que a câmara coloca grande investimento para que os nossos actores possam convergir em redor de uma prática e denominador comum, a afirmação cultural no território. Acho que aqui a questão da educação, a partilha entre as escolas, as associações e neste caso a câmara, é fundamental para que haja este diálogo comum.

O 180 Creative Camp aparece nessa linha de qualificação, de choque positivo, de criação de discussão?
Vou usar um exemplo que considero tremendo para a importância de um Creative Camp em Abrantes. Quando apadrinhamos um evento destes é, como disse e bem, no sentido de romper com alguns paradigmas. Quando falamos na qualificação sabemos que isso é também impulsionar o pulsar crítico das nossas mentes. Vamos criar um marco diferenciador, trazer gente de outros lados com qualificação e formação nas artes performativas, cénicas, plásticas, etc., criar-lhes uma geografia comum e intervir no espaço. No ano passado houve o efeito surpresa, este ano provavelmente já não. Uma das coisas em que temos insistido é que agora temos de ir mais ao particular. O tema deste ano é o “The power of Story Telling” porque sabemos e sentimos que todos os nossos espaços de intervenção contam histórias, independentemente da forma como nós as contamos. A ideia do “Creative Camp” tem de ser apropriada pelos abrantinos. Este ano há uma ideia mais concêntrica, fixada mais no centro histórico para que no próximo ano possamos levar a arte urbana às nossas aldeias e fazer com que as aldeias também percebam o que é isto do “Creative Camp”.

A aposta é disseminar depois o produto do campo?
E valorizar aquilo que é o nosso património imaterial. Há algumas pessoas que fazem os levantamentos dos nossos usos, costumes, tradições, mas faltam-lhes, muitas vezes aquela fusão com a contemporaneidade. Quando ela existe sabemos que funciona. Porque conseguimos apelar à participação das novas gerações a participar e acho que ai reside o sucesso do “Creative Camp”. O envolvimento da comunidade. Veio cá o Florentin Hoffmann, fez a intervenção no monumento a Francisco de Almeida e criou aquele ressuscitar de uma instalação nobre, de uma figura incontornável da historiografia de Abrantes. Tanto o fez que houve actos de vandalismo associado. Houve aqui um sentimento que de facto havia ali um monumento maior e apetecível.

O que o Campo traz é igualmente uma envolvência tecnológica…
Ninguém pode descurar a mediação tecnológica. Aliás, gosto de falar sobre a mediação enquanto factor de promoção das literacias, sejam tecnológicas, literárias, empresariais, do domínio cognitivo. A mediação tecnológica tem hoje grande importância para as gerações com as quais convivemos. Não podemos permitir que criemos um percurso sem acompanhar a evolução tecnológica. É como na relação com os nossos filhos. Eu tenho de acompanhar a evolução tecnológica e o modo como os meus filhos se relacionam com os novos suportes. Acho que a questão dos programas e da nova estratégia do Quadro de Apoio 2020 pode ser determinante para essas práticas pois há um enorme enfoque nesta mediação tecnológica. Não podemos perder a capacidade de dialogar com as gerações vindouras.

Quem vem de fora, de outras geografias, vê coisas na cidade que quem nela vive pode não ver. É isso que o Creative também traz?
Uma das coias a que dou muita importância é a toponímia. E normalmente não damos importância à rua em que vivemos. E só quando convidamos alguém de fora e fazemos visitas orientadas é que procuramos conhecer algo que ao fim ao cabo faz parte da nossa génese. Quando vem alguém de fora e nos acicata nós das duas uma: ou ficamos impávidos e observamos ou respondemos, agimos. É esse acicatar deste pulsar crítico que é tão importante para nós. A ideia desta parceria do município com o canal 180 é de cada vez mais ir ao encontro da verdadeira essência do território: as pessoas e as nossas práticas. Se não se criar esta apropriação ele pode funcionar de igual modo em Cerveira, em Guimarães, em Loulé, em Estremoz, em qualquer sítio. O de Abrantes, tem de ser de Abrantes.

Em relação à agenda cultural, no triângulo do médio-tejo a afluência de público é completamente diferente, como melhorar a de Abrantes?
Nós podemos sempre melhorar a nível de comunicação. A eficácia da comunicação pode ser um fim, temos um caminho a percorrer. Uma forma de envolver os de cá e os de lá e faze-los convergir numa prática cultural. Na questão da regularidade, da continuidade e da qualidade da programação é essencial o serviço educativo. Se conseguirmos ter uma prática de extensão cultural associada, projectos de continuidade duradouros, de envolvimento, conseguiremos ter essa regularidade. Até pode vir de fora, através de uma contratualização, mas amanhã temos cá a qualidade no território. A qualidade e qualificação dos nossos públicos é essencial para o que se pretende na cidade. Vamos fazer um trabalho com alguma paciência, não estamos em condições de termos aqui uma dimensão experimental para ver o que vai acontecer, pretendemos é ter uma linha estratégica de intervenção que parte desse reforço mas sempre com o denominador comum que é a boa gestão, sem cometer loucuras, orientada para uma boa programação.

Tomar/Cem Soldos: Festival “Por Estas Bandas”

A Associação Sport Clube Operário de Cem Soldos organiza a terceira edição do Festival “Por estas Bandas no dia 25 Janeiro, a partir das 22h, um festival de bandas de garagem que tem como objectivo divulgar musicais de produção independente, juntando no mesmo palco bandas originais diferentes fases de consolidação dos seus percursos artísticos.

Vão ser sete os projectos musicais a subir ao palco em Cem Soldos, Concelho de Tomar: Old Yellow Jack, Just Under, Kabala, The Carlos, Lodo e Mata Ratos. A noite prolonga-se com a selecção de música independente de DJ Quito Science.

O Festival “Por Estas Bandas” regressa dois anos depois da segunda edição e é mais um evento que consolida Cem Soldos como uma plataforma de partilha da música embrionária e alternativa que se faz em Portugal.

Festival Por estas Bandas com a mítica banda Mata Ratos
Festival Por estas Bandas com a mítica banda Mata Ratos