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VN Barquinha: Antiga Fábrica de Cerâmica reconvertida

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Parte dos terrenos da antiga Fábrica de Cerâmica em Moita do Norte, Vila Nova da Barquinha, está em processo de demolição para dar lugar a uma área residencial. Os terrenos que se desenham desde a rua da Fonte até à abandonada fábrica de Telhas vão ser requalificados mas manterão aspectos patrimoniais como os fornos e a chaminé. Esta última é um marco muito presente nos habitantes de Moita do Norte e Vila Nova da Barquinha, sendo ainda hoje casa de cegonhas que ali passam longas temporadas. Segundo o NA apurou, a permanência dos fornos e da chaminé faz parte do objectivo de integrar a zona habitacional dotando-a de maior simbolismo.

 

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VN Barquinha: CUR inaugura obras com apoio do Município

O Clube União de Recreios (CUR) de Moita do Norte, Vila Nova da Barquinha, vai inaugurar, no próximo dia 13 de dezembro, as obras de valorização de conservação da sede daquela associação.

sede CUR

Com um custo de cerca de 140 mil euros, a intervenção foi co-financiada em 60% pelo PRODER, através de uma candidatura à Medida 3.2 – Melhoria da Qualidade de Vida – Ação 3.2.1 – Conservação e Valorização do Património Rural, do Sub Programa 3, “Dinamizaçãodas Zonas Rurais”. Além dos fundos comunitários, as obras contaram também com o apoio do Município de Vila Nova da Barquinha e dos sócios do Clube.

O CUR é uma Associação privada de cultura, desporto e recreio. É uma instituição autónoma e independente, não tem qualquer fim lucrativo individual, a propriedade é social e no seu seio prevalece o voluntariado.

Os seus associados, trabalham e contribuem de forma voluntária para assegurar o acesso da população do concelho à cultura, ao desporto, ao recreio e ao lazer, para a promoção da educação, para o apoio social, para humanizar e duma forma genérica, promover uma melhoria de qualidade de vida e do bem-estar das populações.

O Clube de União e Recreios (CUR) nasceu em 1 de Dezembro de 1929, com a denominação de Clube União de Desportos e Recreios, resultante da fusão de 2 coletividades existentes, embora haja indícios de que a sua existência seja anterior a essa data. Em 20 de Maio de 1944 são aprovados os Estatutos, com a denominação atual.

Esta Associação nasceu do desejo popular com o objetivo, em tempo de descanso laboral, de entretimento e divertimento tentando esquecer a dureza do trabalho na aplicação dos seus próprios gostos e no convívio Social.

Na atualidade, o CUR continua em plena atividade, com a realização de espetáculos e outros eventos, caso do Teatro, Ginástica, Corso carnavalesco, Festa da Mulher, Arraiais Populares, Galas do Fado, Natal da Criança e, nos últimos 3 anos, com as Danças de Salão, com resultados brilhantes, pódio nos campeonatos Regionais e na Taça de Portugal de Dança.

O CUR distinguiu-se, no campo social e cultural, além de outras áreas da atividade humana, pelo que o Município de Vila Nova da Barquinha lhe atribui, em 2012, a Medalha Municipal de Mérito – Grau Prata.

Alunos de mestrado visitam o CIAAR e a Barquinha

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No passado dia 9 de outubro, um grupo de alunos a frequentar dois mestrados do Instituto Politécnico de Tomar visitaram o Centro de Interpretação de Arqueologia do Alto Ribatejo (CIAAR) e o Parque de Esculturas de Vila Nova da Barquinha.

Esta visita teve como objectivo dar a conhecer a região que vai acolher estes alunos oriundos de vários países com o Líbano, Brasil, Canadá, Hungria e França.

Estes alunos integram o Mestrado em Arqueologia Pré-História e Arte Rupestre que decorre em associação com Mestrado Internacional Erasmus Mundus “Quaternário e Pré-História”, coordenado pela Universidade de Ferrara (Itália), Instituto Politécnico de Tomar (Portugal), Universitat Rovira i Virgili (Espanha), Museu de História Natural de Paris (França), Universidade Diliman (Filipinas) e o Mestrado MTA/Macland: Master of Cultural Landscapes. Master Erasmus Mundus Maclands, coordenado pela Universidade Jean Monnet de St Etienne (France) em parceria com o IPT e a Universidade di Napoli Federico II, Itália.

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Texto e fotos: Cidália Delgado

Crónica: As hortas de fogo e as florestas de chamas

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Dois bombeiros de Olivais e Portela conversam com o NA junto a um conjunto de pequenas pinheiras em Madeiras, concelho de Vila Nova da Barquinha. É terça feira, dia 7, 19h00. As pinheiras salvaram-se mas todos os cuidados são poucos. Outros bombeiros, da mesma corporação, tentam acalmar um sobreiro que teima em não descansar as labaredas. As poucas oliveiras que ali existem ainda fumegam e assim ficarão durante as próximas 48 horas. No fundo do pequeno vale, onde as pinheiras na encosta tentam sacudir as cinzas, o canavial ainda esperneia, com estalidos de guerra. Os dois bombeiros de Olivais e Portela contam que horas antes, de manhã, tinham falado de Abrantes e Constância e do fato de há algum tempo não terem notícias das chamas por aí. Horas depois eram chamados para ajudar os colegas, juntando-se aos cerca de 500 operacionais no terreno que combatiam as chamas ferozes que viajaram do concelho de Tomar, pululando de encosta em encosta ao sabor do forte vento.

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Há muito combustível para arder, basta começar”, dizia um dos bombeiros enquanto bebia de uma garrafa de leite. É cíclico, parecia querer dizer o outro bombeiro, de cara tapada com um lenço branco encardido. “Vai ser um Verão terrível”, finalizou cabisbaixo, antes de se juntar aos colegas que acalmavam o sobreiro. No fundo do pequeno vale encontram-se populares, que estiveram junto às pinheiras e um conjunto de imponentes eucaliptos que escaparam à fúria das chamas. Foram eles, cerca de quatro, que se mantiveram junto às pinheiras, perto de uma casa abandonada e que é há alguns anos “habitada” por um senhor peculiar, um ermita quase, que afugentaram as chamas e as impediram de galgar a encosta, quiçá saltando a estrada para uma zona de quintas e fazendas. Com pequenos ramos arrancados de oliveiras e das próprias pinheiras, os populares aguardaram por um bafejo menos enérgico do vento e atacaram as chamas que prosseguiam rasteiras. Ali se deteve, mas as chamas arrepiaram caminho por entre o vale, sentindo não serem desejadas daquele lado do monte.

Cerca de uma hora antes olhava-se o fumo na estrada que dá acesso a Limeiras. Os bombeiros e Guarda Nacional Republicana fecharam a estrada. A poucas dezenas de metros as chamas devoram tudo. O vento sopra forte, muito forte, e com laivos de soberano, rosna noutras direções, inconstante. Quando chega a um campo aberto, de mato alto e seco, o fogo ganha asas, velocidade. O vento antecipa-lhe os passos e muitas vezes se vê as chamas a aparecer dez, vinte metros mais à frente, como se uma corrida de velocidade se tratasse. Um habitante encontra-se no topo de um largo monte de terra e veste-se de branco. Não dá para vislumbrar o que é. Atrás de nós uma vizinha diz preocupada, “vai ver das abelhas!”. Pôs o capacete e máscara de apicultor e desapareceu por detrás do monte. O fogo lavrava a cem metros. Não se sabe se salvou as colmeias, mas não há vítimas mortais do fogo, “apenas” sete pessoas ficaram feridas, dois civis e cinco bombeiros.

Para trás ficou a aldeia de Portela, no concelho de Tomar, onde tudo começou por volta das 12h50. Em Vila Nova da Barquinha, mais tarde, soariam as sirenes, frenéticas. Um contato do NA com os Bombeiros Voluntários da vila fez saber o pior: “entrou agora no concelho, está no Cafuz!”. Três dias depois, o lugar está irreconhecível. Também as Limeiras, Constância e Montalvo. Depois da Portela, Tomar, o incêndio alastrou aos concelhos vizinhos de Vila Nova da Barquinha, Constância e Abrantes.

Os 500 operacionais apoiados por 147 viaturas e algumas máquinas de rasto e sete meios aéreos não tiveram mão as medir. Na noite de terça feira ainda o fogo se mantinha forte. A parte alta de Constância, junto às escolas e também aquela junto ao Centro de Ciência Viva e Quinta de Sta Bárbara, foi dizimada. Horas antes, pelas 17h00, as chamas chegaram ao concelho. Os bombeiros concentraram-se nas habitações, na salvaguarda das casas das pessoas, priorizando aquelas que são de primeira habitação. Em Tomar ardeu uma viatura de um “curioso”, que quis ver de bem perto as chamas e não contou com o bafejo destemido do vento. Outras duas terão ardido, pelas mesmas razões.

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Na noite de terça-feira, Constância, a vila poema, parecia em estado de sítio. Coberta de um fumo espesso e “adornada” pelas luzes das viaturas de socorro que repousavam nas suas ruas. As chamas viam-se ora fortes, ora calmas, mas deixavam de se ver. Do outro lado do rio, a sul, são avistadas mais chamas, prontamente combatidas pelos bombeiros. A A23 está cortada, a ponte que liga os concelhos de Vila Nova da Barquinha e Constância, para a vila, também já esteve cortada, bem como a A13. Ninguém passa pelas estradas que dão acesso a Castelo do Bode, por Constância, e a Madeiras e Limeiras, pela Barquinha. O incêndio “passeia” altivo e gozão por cima do seu eterno inimigo, a água, do Zêzere, fazendo pouco caso dos homens e mulheres que abnegadamente nos tentam proteger dele.

A noite trouxe, no entanto, alguma calma. Mas os rostos dos bombeiros não tranquilizam quem se detém a olhar mais de dois segundos para eles. A noite será longa. Os populares fazem o rescaldo visual, caravanas de curiosos “passeiam” pelos escombros de janelas fechadas e ar condicionado ligado. No topo de Constância tudo fumega. O caminho até ao Centro de Ciência Viva é desolador e assemelha-se a uma procissão, com pequenos focos de chamas que devoram lentamente as estacas colocadas ao longo da estrada.

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Quarta-feira, dia 8, acorda com o mesmo cheiro. A tensão é menor mas teme-se o aumento do calor com o desenrolar do dia. Há bombeiros que dormem nas paragens de autocarro de Limeiras, debaixo de árvores que escaparam às chamas, nas sombras desenhadas pelas casas antigas de Constância. De manhã, em Madeiras, houve um de vários reacendimentos. A besta queria mais, nomeadamente as tenras e jovens pinheiras. Os Bombeiros, em alerta, acorreram prontamente e placaram a investida, quiçá planeada de dentro do sobreiro.

Era hora de almoço – se é que nestas alturas se pode marcar hora de almoço – e os bombeiros acalmam o estômago com a fruta, as bebidas e demais alimentos que os populares assolados lhes dão. Pouco depois das 14h00, uma coluna de fumo irrompe pelo horizonte. O NA está em Constância, junto ao Zêzere. Madeiras arde de novo, pensamos, um reacendimento, lamentamos.

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As sirenes voltam a soar e os motores aceleram pela ponte. Seguimos o seu rasto até junto da ponte que atravessa a A23, em Madeiras. O fogo alastra no que parecem ser os terrenos dentro do perímetro da Base Aérea de Tancos, junto à pista. O NA segue para a reta que, normalmente, alberga os curiosos dos aviões. Desta vez as razões para a concentração de viaturas e populares é outra. O fogo está dentro da base e, incrivelmente, saltou o asfalto da pista e queima pequenos arbustos a cinquenta metros da cerca. Viajou numa fagulha e ali aterrou e se instalou, a cerca de 700 metros de onde começou a arder. Os presidentes da junta de Freguesia de Praia do Ribatejo e da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, olham incrédulos e preocupados. Por cima das cabeças voam cinzas, pedaços de árvores, uns ainda em brasa, outros à espera de pousar e serem apenas pó.

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Perguntamos se foi um reacendimento ou se foi uma projeção do incêndio de Tomar. “Não”, responde prontamente o proprietário do Restaurante “O Almourol”, “foi um camião que se incendiou na A23 e passou as chamas”. Não bastava o “outro” indomável. Os populares fala no paiol e relembram uma grande explosão há muitos anos atrás, que partiu vidros de janelas dos habitantes de Madeiras e Fonte Santa, e que levou mesmo à evacuação por precaução da população residente. Não valia a pena semear o pânico. Os militares avisariam se tal fosse necessário. Não foi.

O fumo negro permanece em maioria. O branco dá ares da sua graça muito intermitentemente. Mais viaturas acorrem ao local, por estradas sinuosas, de terra e “calhaus”, acercando-se do local à lenta velocidade permitida. Os militares dentro da Base tentam que as chamas não ataquem a antiga Base Aérea 3. O trabalho prosseguiria durante a tarde com todos os cuidados a serem poucos. Um dia depois, na quinta feira, dia 9, aconteceria novo reacendimento, na junto à localidade de Sobrado, no limiar dos concelhos de Tomar e Vila Nova da Barquinha. Entretanto, tudo se acalmou.

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Durante três dias viveu-se um pesadelo. As populações viram as suas ruas e estradas adornadas de cinzento, num ápice. Para muitos que moram nos locais afetados, foi-se parte da subsistência, uma pequena horta aqui, uma fiada de eucaliptos ali, sobreiros, árvores de fruto, entre outros. A incredulidade juntou-se à impotência. No Cafuz, Matos e Limeiras, o cenário outrora verdejante, a vegetação que dava uma imagem de beleza às encostas que só acabam no Rio Zêzere, foi substituída pelo negro. Em Cafuz, uma equipa de reportagem da TVI montou câmera numa curva da estrada, no meio de um dos vales assolados. O pivot, de costas para a paisagem e para o curso do Zêzere, entrou em direto. Munido de um papel com anotações, lá gravou a sua peça para enviar para a regie do canal.

Leu, gravou, enviou. Não precisava de ler nada, apenas ficar parado em frente à objetiva e deixar que o cinzento a perder de vista falasse por si. Três dias para esquecer que é bom que não sejam esquecidos. O verão ainda não vai alto mas o inferno já desceu à terra. Todo o cuidado é pouco.

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Texto e Fotos: Ricardo Alves

VN BARQUINHA: Picnic solidário no parque para angariar fundos para a associação Alzheimer Portugal

No dia 27 de Junho, Sábado, realiza-se no Parque Ribeirinho de Vila Nova da Barquinha o Picnic anual da Associação Portugal Friends, cujo objetivo é angariar fundos para a Associação Alzheimer Portugal. O Parque de Merendas, junto ao Centro Náutico, é o local escolhido pela organização para realizar a iniciativa.

Entre outros, irá marcar presença na animação do evento o musico internacional Vincent McCallum, e à semelhança dos anos anteriores estarão disponíveis as bancas de plantas, livros e bolos, num evento solidário para desfrutar com a família. A organização convida a população a comparecer e participar.

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VN Barquinha: Paulo Passos à conversa no Centro de Estudos de Arte Contemporânea

À Conversa com Paulo Passos – designer, artista plástico, fotógrafo e músico natural de Vila Nova da Barquinha.

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Paulo Passos estudou até ao 12º ano na área das Artes Visuais, no Entroncamento. Concluiu o Curso Superior em Design Gráfico pelo IADE e frequentou o de Tecnologias e Artes Gráficas no Instituto Politécnico de Tomar. Designer desde 1995, é free lancer desde então. Integra a Câmara Municipal de Abrantes em 1996, fazendo parte do quadro da autarquia desde 1997.

Recebeu diversos prémios em concursos na área do design. Participa em diferentes encontros na área da comunicação, autarquias e design, tendo sido orador e moderador em alguns destes encontros. É editor gráfico de diversas publicações. Tem o Curso de Direção de Arte dirigido pelo designer Jorge Silva. É Designer convidado da Ordem dos Arquitetos. Trabalha na área da musealização em conjunto com a empresa Arqueohoje, contando com projetos inaugurados e premiados. Foi deputado da Assembleia Municipal de Vila Nova da Barquinha. Tem outras áreas de ocupação, que vão da música [the neverminding bastards] à fotografia e artes plásticas, passando pelas viagens…

Teatro: Assembleia de Mulheres

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A sede do Clube de Instrução e Recreio ExTuna, em Moita do Norte, Vila Nova da Barquinha, vai ser o palco da peça de teatro Assembleia de Mulheres, de Aristófanes, com direcção de Ricardo Teixeira. A peça é levada a cena pelo Teatro da Meia Via no dia 23 de Maio pelas 21h30.

Aristófanes, comediógrafo grego que é considerado o mais brilhante autor de comédias da literatura grega, “satiriza um Estado imaginário administrado pelas mulheres, no qual tudo é de todos e as velhas têm prioridade para reclamar o amor dos jovens”.

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