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VN Barquinha: Festa Templária estreia-se em Junho com Almourol a assistir

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O município de Vila Nova da Barquinha, em parceria com a ADIRN (Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte) vão organizar a primeira Festa Templária do concelho nos dias 25 e 26 de Junho. O evento vai realizar-se junto ao Castelo de Almourol, no anfiteatro, e algumas actividades irão igualmente realizar-se na ilha de Almourol.

Esta quinta feira, dia 28 de Abril, a organização convocou associações e artesãos do concelho de Vila Nova da Barquinha para se deslocarem ao Centro Cultural e ficarem a conhecer mais pormenores sobre o evento. Ricardo Honório, Vereador na Câmara Municipal, e Jorge Rodrigues, coordenador da ADIRN, fizeram as honras.

Valorizar o Castelo

A primeira Festa Templária vai recriar o Séc XII e contará com um programa repleto de encenações e recriações da época. Assim, os visitantes poderão assistir ao já tradicional cortejo, danças, esgrima, música e petiscos medievais, tudo isto com o Castelo de Almourol a dar cor e intensidade ao evento. Haverá lugar, também, a um espectáculo de fogo, “A Lenda da Moura”.

Mas não é só no Castelo de Almourol e suas imediações que o evento se fará sentir. Ricardo Honório explicou que os restaurantes do concelho terão “nas suas ementas alguns pratos alusivos à época bem como alguma decoração”. O vereador disse ainda que um dos grandes objectivos do evento é valorizar turisticamente o concelho e que conta “ter as unidades hoteleiras cheias durante os dois dias de festa”.

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Apelo aos barquinhenses

Jorge Rodrigues salientou a experiência da ADIRN na organização destes eventos de recriação histórica, caso, por exemplo, da Festa Templária de Tomar, e apelou à participação das associações e artesãos na criação da atmosfera medieval. O coordenador da ADIRN contou que até ao evento irão realizar-se várias formações e ensaios aos quais os interessados em participar na Festa poderão aceder. “São precisos figurantes locais e temos dois meses para preparar as roupas, adereços e realizar os ensaios”.

No anfiteatro junto ao castelo, que serve de estacionamento de forma regular, serão instalados 50 stands. Já na ilha de Almourol estará instalado um acampamento templário com bancas de ofícios tradicionais e um palco para o espectáculo de sábado à noite (dia 25). O acesso à ilha será feito da forma normal, ou seja, de barco, estando prevista a colaboração militar para responder ao maior fluxo de visitantes durante o evento.

O interessados em participar no evento, que é a primeira vez que é realizado em Vila Nova da Barquinha, poderão aceder ao site do município ou ao site www.festatemplaria.pt, nos quais poderão aceder ao regulamento do evento bem como às fichas de inscrição e outras informações. Em “ano zero” da Festa Templária de Almourol, o município informou que os stands e bancas disponíveis serão cedidos de forma gratuita aos artesão e artesãs bem como às associações que queiram participar.

Ricardo Alves

 

 

 

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Jorge Rodrigues: “Temos projectos financiados há vinte anos e que foram a oportunidade de uma vida”

O coordenador da ADIRN – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte – antecipa o Portugal 2020, próximo quadro comunitário de apoio, e deixa pistas sobre o que pensa serem as áreas com previsivel maior sucesso na região. Vila Nova da Barquinha foi um dos concelhos mais beneficiados pelo quadro comunitário que agora vai acabar ao triplicar as camas turísticas, entre outros investimentos. No último quadro, a ADIRN viu serem aprovados cerca de 20 Milhões de euros com 11 Milhões de comparticipação pública, financiando 135 projectos

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Entre os projectos aprovados no quadro que agora vai acabar há um concelho que se destaca pela sua dimensão e paralelos investimentos, Vila Nova da Barquinha (VNB).
VNB teve muitos projectos aprovados, tínhamos seis concelhos neste quadro e VNB foi um dos que teve uma dotação maior em termos de financiamento, cerca de 2.5 Milhões de euros em despesa pública.
Na sua opinião porque tal aconteceu, nomeadamente tendo em conta a dimensão de outros concelhos?
A Barquinha é um concelho que tinha muitas coisas para fazer de acordo com a nossa estratégia, muito direccionada para o turismo cultural associada aos templários e turismo de aventura associado ao rio Tejo. Houve muitos promotores que se entusiasmaram por essa dinâmica. No entanto, o trabalho da câmara também foi muito interessante: disponibilizou os apoios possíveis, um gabinete de apoio do próprio município para dinamizar as candidaturas, divulgação dos apoios, foi um trabalho muito intenso. Durante este quadro tivemos o chamado “Um Dia na Freguesia” e visitámos a maioria das freguesias da zona de intervenção, e no concelho de VNB, também por ser um concelho pequeno, fomos a todas as freguesias. Esta aproximação com as populações motiva a abertura das candidaturas e a adesão dos promotores. Também já tínhamos lá exemplo de coisas que tinham corrido bem, como por exemplo o caso da Atalaia com a Casa do Patriarca, e ao verem que as coisas são acessíveis e fáceis, as pessoas motivam-se mais facilmente para apresentar candidaturas, acho que foi essa a razão.
Em contraciclo, tomar não tem um grande volume, como seria expectável, porquê?
tomarficou um pouco para trás. Por um lado as freguesias urbanas não foram consideradas, onde poderia haver um maior dinamismo de investimento, e por outro lado nas freguesias rurais, de facto, não constatámos uma dinâmica tão grande, apesar de estarmos sediados em Tomar, e de as pessoas terem aqui acesso à informação. De facto, não houve essa capacidade de aproveitar os fundos. Em alguns projectos que foram aprovados até houve desistências. Estou a lembrar-me de um projecto próximo da Ilha do Lombo que não conseguiu efectuar o projecto por dificuldade de licenciamento e do ordenamento da albufeira de Castelo do Bode. Outro na zona industrial que não levou o projecto para a frente… Creio que Tomar foi o concelho com menos investimento do Subprograma 3 do PRODER deste último quadro de apoio.
Apesar de ainda não se saber muito sobre o Portugal 2020, em que áreas aconselhava as pessoas a investir?
Nós vamos gerir a chamada DLBC, Desenvolvimento de Base Comunitária, que já vem muito formatada a nível central. Vamos poder dar apoio a pequenos investimentos na exploração agrícola, até 25 mil euros, e creio que a agricultura continua a ser uma linha interessante. É necessária a organização dos produtores e de acesso aos mercados e de ganhar uma escala para a internacionalização, mas penso que é uma boa aposta. Vamos poder financiar investimentos na transformação dos produtos agro-alimentares até 200 mil euros, e aí também acho que há muito caminho para fazer. Esta zona tem tradição nos enchidos, queijos e produtos que aos poucos se foram perdendo. Poucas são as unidades que o estão a fazer neste momento. Creio que pode haver uma retoma nesse caminho, podemos ganhar uma escala não só em quantidade mas em qualidade, para tentar chegar a mercados externos. Vamos ter um apoio muito forte para microempresas, infelizmente limitados a 100 mil euros por projecto, acima desse valor há outras linhas de apoio. Dá para pequenos apoios em todas as áreas – não creio que haverá limitações de áreas de actividade – a regulamentação ainda não é conhecida mas penso que poderemos dar estes apoios às pequenas empresas, reforçar o tecido económico do nosso território, e é um espaço muito interessante para pequenos complementos. Talvez com 100 mil euros não se faça um negócio de raiz mas como complemento para empresas existentes pode ser bastante interessante. Apesar de tudo, estamos a tentar junto da federação que se acumule o incentivo do apoio ao projecto de micro empresa com o incentivo à criação de postos de trabalho e do próprio posto de trabalho. Se tal acontecer pode levar ao aparecimento de novas actividades. Nós vamos apostar muito no turismo cultural, na interpretação do património templário, e não só. Temos uma zona muito rica mas achamos que a bandeira principal pode ser esta marca dos templários e o restante vem por arrasto. O nosso território só é conhecido por dois factores fortes: Fátima e os Templários. Fátima já está a ser muito bem tratada. Atrás disto vem o alojamento, a restauração, a animação turística, interpretação cultural, tudo pequenas empresas que podem ser aprovadas neste quadro. Vamos ter também a linha da animação, do turismo e dos eventos, e queremos continuar a fazer coisas dependendo da dotação orçamental que vamos ter. Estas serão as áreas mais disponíveis para o próximo quadro, ainda com muito pouca informação.
E VNB, tendo uma aposta cultural tão forte, pode vir a beneficiar dessas linhas de que falou?
Sim, a Barquinha enquadra-se perfeitamente na nossa estratégia. Mais uma vez, é um concelho com um potencial grande para este tipo de investimentos e certamente vão ter. Alias, já temos uma colecção de intenções de candidatura e algumas vão concretizar-se, nomeadamente nestas áreas que referi.
Na vila ou em todo o concelho?
Em todo o concelho, apesar de ser evidente que a vila sede de concelho tem uma dinâmica muito interessante neste momento e os investimentos atraem os outros. Criámos com os nossos apoios, em VNB, uma capacidade de alojamento muito interessante. Triplicou ou mais. Acho que esse alojamento vai necessitar de dinamização, por um lado, mas vai criar oportunidades nas outras áreas, nomeadamente na animação turística e restauração como complementos para as pessoas que lá vão ficar, porque forçosamente as unidades vão ter que ter clientes.
Essa promoção dos Templários vai ter mais um marco com a Festa Templária.
A Festa Templária é uma organização que a ADIRN começou há três anos em parceria com o Instituto Politécnico de Tomar, com o Convento de Cristo e com o Município de Tomar. São quatro dias de festa, de 27 a 31 de Maio, um momento alto que é o cortejo nocturno com 300 figurantes vindos das freguesias, com os cavaleiros que são organizados pelo cavaleiro Rui Salvador, vamos ter os homens de armas da nossa Escola de Artes Medievais, e muitas personagens. Vamos ter um jantar real e um jantar templário, a feira no centro histórico da cidade, as tasquinhas do Mouchão, vai ser animação contínua. E temos um projecto de generalizar este conceito a outras terras templárias que o queiram, como por exemplo a questão de Barquinha e do Almourol. Será interessante ainda este ano fazer uma primeira experiência de um acampamento templário no castelo. Já desafiámos a câmara e penso que ainda o teremos este ano.

“Vamos apostar muito no turismo cultural, na interpretação do património templário, e não só. Temos uma zona muito rica, mas achamos que a bandeira principal pode ser esta marca dos Templários e o restante vem por arrasto.„

Quais são as perguntas mais frequentes que recebem tendo em conta os financiamentos?
Obviamente que as pessoas perguntam primeiro o que pode ser financiado, quando a lógica devia ser ao contrário. Eu tenho um projecto e quero ver se pode ser financiado. Fazer projectos só pelo financiamento é claramente um erro, e que se pode pagar caro. Mas considerando que a pessoa tem uma ideia de projecto, quer avançar, tem um estudo bem feito e um mercado definido então procura o financiamento e sua percentagem. No nosso caso, vamos continuar a financiar a fundo perdido, que quer dizer que a pessoa depois de executar o projecto pode ter o financiamento base, pode ter a majoração por postos de trabalho que criar, e se cumprir essas condições nunca terá de devolver o dinheiro. Desde que atinja os objectivos do projecto e cumpra o que está no contrato. No caso dos outros fundos, projectos acima de 100 mil euros, eventualmente os subsídios serão reembolsáveis mas esses já não passam por nós. E mesmo nesses subsídios reembolsáveis, no caso de as empresas candidatas atingirem o objectivo pretendido ou superarem, podem ter uma parte a fundo perdido. No nosso caso, DLBC, tratamos apenas de fundo perdido, portanto, o dinheiro é entregue às pessoas como reembolso do investimento e não têm de o devolver.

“Fazer projectos só pelo financiamento é claramente um erro, e que se pode pagar caro. Mas considerando que a pessoa tem uma ideia de projecto, quer avançar, tem um estudo bem feito e um mercado definido então procura o financiamento
e sua percentagem.„

Que acompanhamento faz a ADIRN, implica que custos?
A ADIRN não cobra nem pode cobrar nada pelo acompanhamento que faz do projecto. Somos financiados pela União Europeia para garantir a gestão local destes programas. No entanto, também não podemos fazer a elaboração das candidaturas uma vez que as vamos avaliar, é em regime de concurso público. Como tal, os promotores normalmente acabam por se socorrer de empresas de consultadoria, essas sim cobram os seus honorários para fazer as candidaturas, mas podem fazê-lo pelos próprios meios. Depois fazemos o acompanhamento na fase de aprovação de candidatura e depois na fase dos pedidos de pagamento, sendo que no mínimo se fazem duas visitas ao longo de todo o projecto para verificação de que as condições estão a ser aplicadas mas não tem quaisquer custos para o promotor.
E as empresas de consultadoria?
Sim, as empresas de consultadoria aproveitam esta oportunidade, mas também são elegíveis no projecto. O valor que os promotores pagam aos consultores acaba por ser, também, despesa elegível no projecto. Mas eu penso que seria muito mais interessante que, para estes projectos em que há uma dimensão financeira tão pequena, houvesse uma simplificação de procedimento e que não fosse necessário gastar dinheiro ao promotor. Seria um bom exemplo de desburocratização e de tornar estes projectos acessíveis. No actual quadro, que agora termina, era tão complexo fazer um projecto de 300 mil euros como de 3 Milhões. Isso parece-me claramente um exagero. Fala-se muito em simplificar mas depois resume-se a um sistema informático, um portal muito bonito em que o promotor tem dificuldade de acesso e vai cair nas mãos dos consultores.
Estas estruturas de apoio, quadros comunitários, podem mudar a vida das pessoas, de que forma lhes fala nesta oportunidade?
Uma oportunidade única não será pois os quadros comunitários vão-se replicando, mas nós temos neste momento, projectos financiados há vinte anos que estão em funcionamento e que claramente foram a oportunidade de uma vida, mudou a vida das pessoas. Esses bons exemplos existem e muitas vezes, com a azáfama do dia-a-dia, não os promovemos como devíamos e eles merecem, mas existem muito boas experiências. Pode ser um caminho para os promotores perceberem o que os outros fizeram e o sucesso que aconteceu. Claro que também há casos que não correram tão bem e não os podemos esconder. Mas isso é o que vamos fazer em Maio e Junho, uma divulgação dos principais projectos em cada um dos concelhos, com uma sessão em cada concelho, com uma pequena informação dos montantes aprovados e uma visita a um ou dois projectos que sirvam de exemplo.

Texto&Foto: Ricardo Alves

Tancos: Já abriu o Pitoresco Bar, um mimo à beira Tejo

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A inauguração decorreu na passada sexta-feira, dia 3 de Janeiro, em Tancos, Vila Nova da Barquinha. O novo espaço é bi-facetado, sendo bar e loja de artesanato e produtos locais e nacionais (vinhos, licores, mel, artesanato, peças saudosistas portuguesas, enchidos e muitos mais).

O projecto agora inaugurado é resultado do empreendedorismo de um casal jovem do concelho apoiado pelo Programa de Desenvolvimento Rural 2007-2013 da União europeia e o acompanhamento e apoio da ADIRN, Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte.

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Texto e fotos RA

VN Barquinha: Preparar o futuro agarrando-o já

ADIRN REUNIão

A ADIRN (Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte) vai realizar no dia 24 de Março, no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, uma reunião temática sobre COLECTIVIDADES E CULTURA, com vista a preparar a Estratégia Local de Desenvolvimento 2014-2020 para o Ribatejo Norte.

A reunião é dirigida a Municípios, Juntas de Freguesia, Colectividades, Associações, Grupos de Teatro e outras entidades públicas e privadas.

Recorde-se que a ADIRN encerrou o anterior quadro comunitário com 135 projectos apoiados com 11 milhões de despesa pública e um total de 20 milhões de investimento que levaram à criação de 231 postos de trabalho.

RA