Vila Nova da Barquinha, residência oficial do BONS SONS

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O BONS SONS é o grande festival da região centro, que decorre, este ano, entre os dias 11 e 14 de Agosto em Cem Soldos, Tomar. Nesta edição, reafirma o seu papel enquanto plataforma da música portuguesa propondo mais de 40 concertos, nos 8 palcos dispersos pela aldeia, reunindo artistas consagrados e emergentes de vários registos musicais.

O BONS SONS atrai milhares de visitantes à região centro durante os quatro dias de concertos, artes performativas, curtas-metragens, feiras e muitas outras propostas. Neste evento procura-se receber da melhor maneira todos os queiram viver a aldeia, o que se reflete tanto na variedade de estilos da escolha musical, como na organização do evento, preparada para satisfazer vários tipos de públicos, melhorando a acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida e as respostas para o público família.

O festival assegura aos visitantes portadores com Passe 4 Dias um amplo e fresco terreno para campismo com serviços de apoio. Mas para quem não tem tenda ou não quer perder tempo em montagens e desmontagens, existem outras opções nas proximidades.

Este ano a Vila Nova da Barquinha é a residência oficial do BONS SONS. Situada a menos de 20km do recinto é uma opção próxima e confortável para os festivaleiros interessados em explorar a região. A simpática vila, para além de estar dotada de várias tipologias de unidades hoteleiras e de turismo rural, é em si mesma um ponto de interesse turístico, em que se pode visitar o Castelo de Almorol ou o Parque de Escultura Contemporânea, para além das praias fluviais deste concelho banhado pelo Rio Tejo.

No BONS SONS, viver a aldeia é também viver a região.

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VN Barquinha: Incêndio controlado mas proximidade com a vila mantém vigilância no máximo

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O incêndio que deflagrou hoje, pelas 15h50 minutos, na zona norte de Vila Nova da Barquinha, perto da Praça de Touros, está controlado, não sem antes assustar os residentes que tiveram as chamas a menos de cinco metros das suas casas.

A estrada nacional nº3 foi interditada na sua passagem pela vila e o trânsito foi escoado para o centro da mesma.

O vento forte que se fez sentir acabou por causar dois focos de incêndio junto ao posto de Correios, onde uma projeção incendiou uma casa desabitada e uma mancha de mato (felizmente limpo há pouco tempo). Ambas as ocorrências foram rapidamente resolvidas. A segunda por populares e a primeira pelos bombeiros que, entretanto, estavam a controlar o foco de incêndio chamados pelos mesmos populares que tiveram de arrombar o portão da propriedade.

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A situação está, por agora, controlada e os meios disponibilizados tentam evitar reacendimentos.

Apesar dos momentos de pânico, nomeadamente dos moradores junto à estrada nacional n.º3, não há vítimas ou estragos patrimoniais a registar.

A casa que começou a arder no centro da vila está desabitada.

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No entanto, ao longo da reportagem, o Jornal NA recolheu vários indícios de terrenos privados completamente repletos de combustível (mato, silvas, erva) em pleno coração da vila. A cerca de cem metros do presumível local de início do incêndio, dezenas de garrafas de vidro estão espalhadas numa das bermas, fruto da irresponsabilidade de algum cidadão ou cidadã.

Entroncamento: Empresário exige 652 mil euros alegando ilegalidade de protocolo de 2008

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O executivo da Câmara Municipal do Entroncamento reuniu, de forma extraordinária, no dia 28 de julho de 2017 e um dos pontos em discussão foi a ação administrativa do Tribunal Administrativo Fiscal cujo autor é Fernando de Jesus Ferreira “(e outros)” e que nomeia como réus o município e a Santa Casa da Misericórdia do Entroncamento.

O processo tem origem numa queixa por parte de Fernando Jesus Ferreira e herdeiros que rejeitam os pressupostos inscritos num protocolo de 1 de agosto de 2008, entre o município então gerido por Jaime Ramos (PSD), que ambas as partes assinaram e aprovaram, e que previam a cedência de uma “parcela de 1 912,30 m2” por parte da empresa detida por Ferreira, a Canfol, a juntar a uma outra parcela “alegadamente” pertença do município e que, assim, possibilitariam a construção da Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) da Santa Casa da Misericórdia do Entroncamento, então liderada por Manuel Fanha Vieira.

A contrapartida por parte do município seria a de viabilizar construções, dentro da lei, noutros terrenos detidos pela empresa.

A queixa ora apresentada e registada nos serviços municipais entroncamentenses exige duas verbas indemnizatórias, no total de 652 mil e quatrocentos euros. Esta verba é dividida equitativamente, segundo a acusação, em 326 mil euros pelo valor que atribuíram ao terreno e ainda igual valor por danos patrimoniais, lê-se na nota informativa do município a que o Jornal NA teve acesso.

A acusação baseia-se na alegada ilegalidade do protocolo de cedência do terreno por parte de Ferreira, uma vez que os “herdeiros não foram consultados” e que o então signatário do protocolo e agora queixoso “não tinha autoridade legal para fazer tal acordo”, contou ao Jornal NA fonte próxima do processo.

A UCCI está construída e em funcionamento, esperando-se agora uma batalha judicial longa. Contactado pelo Jornal NA, Jaime Ramos, então presidente da autarquia e hoje candidato pelo PSD às eleições autárquicas de outubro, mostrou desconhecimento perante a ação administrativa, mas também afirmou que “já sabia que ia surgir”. Jaime Ramos contou ao NA que tudo foi feito com transparência, “passou tudo pela notária da autarquia, que aliás ainda hoje ocupa a função, e aprovado por unanimidade pela câmara, por unanimidade!”, afirmou Ramos. O ex-presidente da câmara contou ainda que “os processos legais foram todos respeitados e não podia ser de outra forma, até porque só assim o projeto seria aprovado para apoio por parte dos fundos comunitários”, finalizou.

Confrontado com o facto de uma das fundamentações da acusação ser a de que Jaime Ramos, aquando da assinatura do protocolo de cedência do terreno, saber que a esposa de Fernando Ferreira já tinha falecido, o ex-autarca afirmou ao NA que esse “problema já não é da câmara, mas sim de quem representou os segundos signatários”, no caso Fernando Ferreira.

Em nota informativa,  o município liderado por Jorge Faria reagiu dizendo que “o processo pede (…) (que) se reconheça que o Município do Entroncamento não tinha qualquer titularidade, mediante a celebração de protocolos nos quais não foi acautelada a intervenção de todos os proprietários”. “Obviamente, vamos contestar esta acusação”, finaliza a nota do município.

David Ribeiro, vereador eleito pela CDU na Câmara Municipal do Entroncamento, reagiu à ação dizendo que “vou sendo surpreendido com estas situações anormais. A população do Entroncamento foi, mais uma vez, enganada”, sem nomear nomes.transferir.jpg