Opinião de Júlio Manuel Pereira: “Um Novo Protocolo de Cooperação”

crónica_Júlio Manuel Pereira

Apesar do impasse verificado nas relações entre o Núcleo de Arqueologia e a Associação Histórico-Cultural, a que aludimos no número anterior, a atividade do Núcleo nunca cessou e até se incrementou mesmo, nalguns aspetos.
Assim, graças ao conhecimento do Zé Gomes com o Prof. Pedro Barbosa, prosseguindo o nossos objetivo de diversificar os apoios a nível científico, aquele promoveu a celebração, em Dezembro de 1993, de um novo Protocolo de Colaboração, desta vez com o Instituto de História Local e do Municipalismo Alexandre Herculano, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, protocolo esse que visava “a cooperação, assistência técnica e o intercâmbio de conhecimentos no domínio da Arqueologia”. Além do referido Instituto e do Núcleo, esse Protocolo envolveu ainda a Câmara Municipal e a Associação Histórico-Cultural1.
Infelizmente, as intenções constantes daquele Protocolo nunca passaram do papel. Contudo, embora tal não tenha sido compreendido por mim na altura, a celebração deste Protocolo, cuja realização foi conduzida não por mim como era usual, mas pelo Zé Gomes, em diálogo com o novo executivo da Câmara, assinala uma nova correlação de forças e o surgir de novos interlocutores.

Um Novo Sócio
Em Dezembro desse ano de 1993, foi aprovada a admissão de um novo sócio – o nº 18 – Helder Jesus Brito da Silva, vereador da Câmara Municipal da Barquinha, elemento que, há muito, nos vinha a apoiar.

O Protocolo com a Escola Superior de Tecnologia de Tomar Continua a dar Frutos
No ano de 1994 intensificou-se a colaboração com a Escola Superior de Tecnologia de Tomar, o que se traduziu, entre outras, pelas seguintes ações:

a) Admissão de mais dois estagiários no Núcleo
No âmbito da cooperação prevista neste Protocolo, o Núcleo de Arqueologia recebeu mais dois estagiários do Curso de Arqueologia daquele estabelecimento de ensino:
– O Dr. Luis Filipe, marido da anterior estagiária e meu amigo de longa data, que se propôs estudar a distribuição espacial das estações arqueológicas descobertas na nossa região;
– A Anabela, que pretendia estudar, descrever e classificar os materiais por nós recolhidos no sítio do Vale da Loura/Ponte da Pedra.

b) Uma nova exposição de arqueologia. Um novo êxito.

Integrada no programa cultural das Festas do Concelho de Vila Nova da Barquinha, o Núcleo realizou uma exposição de Arqueologia que constituiu um verdadeiro êxito, quer pela quantidade de visitantes, quer pelas suas apreciações favoráveis, quer ainda pelas pistas que alguns forneceram para investigações futuras.
Conforme eu, na ocasião, referi no “Biface”2, “Para esse sucesso foi determinante a dedicação e o entusiasmo de alguns associados e simpatizantes e o apoio que foi concedido pela Escola Superior de Tecnologia de Tomar (placards e gravuras) e pela Câmara da Barquinha (expositores). “
Era, uma vez mais, o Protocolo que eu havia promovido, a dar frutos. ―

1 Vide “Novo Almourol”, DEZ/1993
2 Vide “O Biface” nº 32, de Junho de 1994

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