Editorial Março, Ricardo Alves – Director NA

“Estratégia”

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Basta olhar a água com maior atenção para lhe vermos a sujidade, a magreza do seu corpo, fruto de ataques continuados e impunes desde terras espanholas. Os autarcas queixam-se, manifestam-se. Mas por outro lado não o devem fazer com muita estridência. É que depois têm de vender o seu peixe, literalmente

A vida de autarca não será nada fácil. A crise trouxe um decréscimo no número de promessas que os políticos sempre fizeram na altura de caçar votos, simplesmente porque as mesmas nunca foram tão ilusórias. Cada vez mais é difícil encontrar projectos estruturantes e estratégicos.


Não é o caso do transporte a pedido, projecto da Comunidade Intermunicipal e que agora chega a Vila Nova da Barquinha. É, efectivamente, uma novidade que se congratula, encurtando distâncias e oferecendo mobilidade, um verdadeiro serviço público e um projecto enquadrado na importante promessa de uma comunidade do Médio Tejo a pensar em ampliada escala.


E quando escrevo que é um projecto da Comunidade Intermunicipal estou a escrever que é dos autarcas que a compõem . É lá, em Tomar e na sua sede, que os 13 presidentes de câmara poderão explanar as suas visões para a região e para os seus cidadãos. No meio está a virtude, diz o provérbio. Será?


De um lado um governo central há muito de costas voltadas para o interior do país, para os seus problemas. Do outro os autarcas, o poder local, tentando encontrar ideias no meio dos escombros. A vida de autarca não é fácil. Vejamos o caso do Rio Tejo.


Basta olhar a água com maior atenção para lhe vermos a sujidade, a magreza do seu corpo, fruto de ataques continuados e impunes desde terras espanholas. Os autarcas queixam-se, manifestam-se. Mas por outro lado não o devem fazer com muita estridência. É que depois têm de vender o seu peixe, literalmente, têm de apelar aos turistas para nos visitarem, para passearem de canoa no rio, visitarem o castelo no meio do rio, irem aos eventos nas margens do rio, degustarem as iguarias do rio…


No fundo os autarcas estão entre a espada e a parede, num constante deambular entre a realidade e a ficção. Acredito que tenham algum descanso, apesar de muito breve, quando projectos como o transporte a pedido vêem a luz do dia. Um interlúdio na ficção que hoje vivemos. A estratégia vale o que vale mas sem ela, mais do que nunca, o mundo fica absolutamente caótico.

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A Bem Dizer, Opinião de António Matias Coelho

crónica_António Matias Coelho

“Senhora da Boa Viagem, A Grande Festa do Tejo”

As festas são como as pessoas: distinguem-se pela sua personalidade, pelas características próprias, pela forma como se dão e como acolhem os outros, pela sua dignidade. A Festa da Senhora da Boa Viagem, que se celebra pela Páscoa de cada ano em Constância, pelo que é e pelo que representa, assume-se como um caso verdadeiramente especial no panorama das festas do Médio Tejo.
Começou por ser uma festa de marítimos, iniciada no século XVIII, quando o transporte de mercadorias se fazia essencialmente por via fluvial e Punhete (agora Constância) era um dos mais movimentados e importantes portos desta parte do Tejo. Embarcados para viagens demoradas e perigosas, em especial durante o inverno, daqui para Lisboa e voltar, os marítimos sabiam bem que nem sempre as capacidades humanas são suficientes para aplacar as forças da natureza. E então, precavendo-se, entregavam-se à sua protetora, esperando que por intervenção dela o Céu lhes garantisse boa viagem. Assim, em chegando a semana santa, os barcos de Constância começavam a aportar à vila, como gaivotas em busca de proteção, e os marítimos desembarcavam para a sua única pausa do ano – para se confessarem, participarem nas cerimónias da Paixão e celebrarem a Páscoa. Ficavam em terra uns dias para reverem as famílias e os amigos e para retemperarem forças. E, já passada a Páscoa, na segunda-feira, para fazer a festa à Senhora da Boa Viagem, trazendo-a em procissão da matriz até aos rios para a Bênção dos Barcos. Assim se fechava um ciclo e se abria outro: os marítimos agradeciam à Senhora a proteção concedida no ano que terminava e imploravam-na para o ano que se seguia. E depois voltavam ao mar mais confortados.
Nesse tempo, à Bênção dos Barcos de Constância acorriam muitas embarcações de outros portos do Tejo, do Rossio, de Rio de Moinhos, de Tancos, da Barquinha, da Ribeira de Santarém, de Valada e de outros mais. Vinham aqui porque daqui tinham a convicção de levar o que em nenhum outro sítio poderiam encontrar: a bênção protetora para a viagem da vida.
Passado o tempo do transporte fluvial, devido à chegada do caminho de ferro e, sobretudo, das camionetas de carga, os barcos foram acostando e os marítimos, sem futuro, tiveram de mudar de vida. Estávamos nos anos ’60 do século passado. A Festa da Senhora da Boa Viagem passou então por um longo período de decadência e, a meio dos anos ’80, estava reduzida à sua expressão mais simples: a procissão com as pessoas da terra e a Bênção dos Barcos dada a duas ou três embarcações da vila, agora de pescadores. E só não definhou por completo porque a Paróquia e o povo a acarinharam e persistiram em a fazer.
Foi então que o município decidiu intervir. Não, evidentemente, para mexer na essência da Festa, que é religiosa e assim há de continuar a ser. Mas para, respeitando-a, a reanimar e a promover, enaltecendo o seu significado e a sua dignidade e criando em torno dela, no fim de semana da Páscoa, um conjunto de acontecimentos festivos próprios deste tempo que vivemos. Foi assim que nasceram as Festas do Concelho.
Como no tempo dos marítimos, agora a convite da Câmara de Constância, passaram a vir à Festa barcos de todo o vale do Tejo, representativos das comunidades dos 21 concelhos ribeirinhos, de Abrantes até Lisboa – o caminho dos barcos-de-água-acima de séculos e séculos de transporte fluvial. Porque não é navegável o Tejo, juntam-se os barcos no cais de Tancos, trazidos em camiões e postos a navegar com a ajuda de uma grua da engenharia militar. Daqui seguem engalanadas, em desfile, ao final da manhã, Tejo arriba até Constância. E, como no tempo dos marítimos, o que se celebra em cada Páscoa, no encontro do Zêzere com o Tejo, é esse encontro do Tejo todo, desde aqui ao Mar da Palha.
Ao contrário de muitos outros cultos, praticados em dezenas de locais do Ribatejo, que foram desaparecendo por força da descristianização e do fenómeno de Fátima, a Festa da Senhora da Boa Viagem não só não morreu como se revitalizou e ganhou novos fiéis que têm a vinda a Constância, em segunda-feira da Páscoa, como um compromisso de calendário consigo próprios, em busca de uma bênção que lhes conforte a vida até à Páscoa seguinte.
A Festa da Senhora da Boa Viagem merece que dela se diga bem. Porque não é uma festa qualquer: é um caso de longevidade – de resiliência, como se diz agora –, que segue o seu caminho, como a vida, transportando as memórias do passado longínquo e adaptando-se aos novos tempos, acrescentando-se com o que somos nós hoje. E, a bem dizer, realizando-se em Constância não é uma festa de Constância. A foz do Zêzere é apenas o lugar mágico onde acontece, em cada Páscoa, a grande Festa do Tejo. ―

Opinião de Júlio Manuel Pereira: “Um Novo Protocolo de Cooperação”

crónica_Júlio Manuel Pereira

Apesar do impasse verificado nas relações entre o Núcleo de Arqueologia e a Associação Histórico-Cultural, a que aludimos no número anterior, a atividade do Núcleo nunca cessou e até se incrementou mesmo, nalguns aspetos.
Assim, graças ao conhecimento do Zé Gomes com o Prof. Pedro Barbosa, prosseguindo o nossos objetivo de diversificar os apoios a nível científico, aquele promoveu a celebração, em Dezembro de 1993, de um novo Protocolo de Colaboração, desta vez com o Instituto de História Local e do Municipalismo Alexandre Herculano, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, protocolo esse que visava “a cooperação, assistência técnica e o intercâmbio de conhecimentos no domínio da Arqueologia”. Além do referido Instituto e do Núcleo, esse Protocolo envolveu ainda a Câmara Municipal e a Associação Histórico-Cultural1.
Infelizmente, as intenções constantes daquele Protocolo nunca passaram do papel. Contudo, embora tal não tenha sido compreendido por mim na altura, a celebração deste Protocolo, cuja realização foi conduzida não por mim como era usual, mas pelo Zé Gomes, em diálogo com o novo executivo da Câmara, assinala uma nova correlação de forças e o surgir de novos interlocutores.

Um Novo Sócio
Em Dezembro desse ano de 1993, foi aprovada a admissão de um novo sócio – o nº 18 – Helder Jesus Brito da Silva, vereador da Câmara Municipal da Barquinha, elemento que, há muito, nos vinha a apoiar.

O Protocolo com a Escola Superior de Tecnologia de Tomar Continua a dar Frutos
No ano de 1994 intensificou-se a colaboração com a Escola Superior de Tecnologia de Tomar, o que se traduziu, entre outras, pelas seguintes ações:

a) Admissão de mais dois estagiários no Núcleo
No âmbito da cooperação prevista neste Protocolo, o Núcleo de Arqueologia recebeu mais dois estagiários do Curso de Arqueologia daquele estabelecimento de ensino:
– O Dr. Luis Filipe, marido da anterior estagiária e meu amigo de longa data, que se propôs estudar a distribuição espacial das estações arqueológicas descobertas na nossa região;
– A Anabela, que pretendia estudar, descrever e classificar os materiais por nós recolhidos no sítio do Vale da Loura/Ponte da Pedra.

b) Uma nova exposição de arqueologia. Um novo êxito.

Integrada no programa cultural das Festas do Concelho de Vila Nova da Barquinha, o Núcleo realizou uma exposição de Arqueologia que constituiu um verdadeiro êxito, quer pela quantidade de visitantes, quer pelas suas apreciações favoráveis, quer ainda pelas pistas que alguns forneceram para investigações futuras.
Conforme eu, na ocasião, referi no “Biface”2, “Para esse sucesso foi determinante a dedicação e o entusiasmo de alguns associados e simpatizantes e o apoio que foi concedido pela Escola Superior de Tecnologia de Tomar (placards e gravuras) e pela Câmara da Barquinha (expositores). “
Era, uma vez mais, o Protocolo que eu havia promovido, a dar frutos. ―

1 Vide “Novo Almourol”, DEZ/1993
2 Vide “O Biface” nº 32, de Junho de 1994

Marca d’ Água Opinião de Alves Jana: “Pôr em questão”

crónica_Alves Jana

1. Eduardo Lourenço disse há pouco (Expresso, 9.1.16) que “a cultura não é a resposta, é a questão”. Certo. Ou melhor, certo em parte. Porque toda a questão traz já em si, em boa medida, a resposta que permite. Mas Eduardo Lourenço quis sobretudo dizer que a cultura não é, por exemplo como a técnica, respostas prontas a usar. Pelo contrário, a cultura é um pôr em questão as respostas instaladas num “diálogo” permanente “que a humanidade tem consigo própria” (E. L.). Por isso, diz, a cultura “é uma construção”.
Cultura não pode, portanto, ser reduzida ao divertimento, ao entretenimento, nem sequer à educação no sentido de modelar de acordo com uma ordem instituída.
Se a cultura é “a questão”, a acção cultural terá de ser um pôr em questão. Logo, não uma reprodução do que está, mas um exercício de criatividade em que se propõe que seja algo diferente do que é posto em questão. A actividade cultural é, por natureza, provocação, isto é, “chamada para” algo que se anuncia.
2. Eduardo Lourenço é muito claro: a cultura é “uma espécie de diálogo, o da humanidade consigo própria”. Não é um acontecimento fechado, de um criador consigo próprio e com a sua obra. Nem, tão pouco, de um criador com o mercado, por exemplo o mercado das artes. A cultura só chega verdadeiramente a sê-lo se subir à praça pública e, aí, provocar a humanidade, nem que seja nesse segmento particular, a pôr-se em questão em alguma das suas formas de vida. E, se me permitem a ousadia, provocar para que possa subir um degrau, não para descer. Que seria em direcção à barbárie.
3. A cultura é sempre esse movimento do estado selvagem para o estado – mais – cultivado. E há sempre muito se selvagem nas diversas formas de vida. Sobretudo se as compararmos com o mais elevado que poderiam ser. E, sempre, a cultura é um trabalho de resistir ao movimento que puxa para baixo, para o mais primitivo que há em nós, e sobretudo de insistir no esforço de elevação da selva para uma cidade mais humana.
4. E esta selva não está lá longe, no espaço ou no tempo, mas por dentro de nós próprios como eco dos tempos primitivos em que ainda não éramos verdadeiramente homens. E não é verdade que tantas vezes não o chegamos a ser, ainda hoje?
5. A acção dita cultural começa por ser darmo-nos conta disso e continua sendo o trabalho qualificado da humanidade que em nós quer florescer, mas sempre precisa de ser jardinada. Como qualquer jardim, também este, se não for cuidado, é invadido e torna-se selvagem. Não, nem tudo é trabalho cultural. Mesmo que neste tempo sejam múltiplas as formas possíveis de um jardim, nenhum jardineiro se demite de cuidar de que o seu jardim não o envergonhe. Não, um bom jardim não é um terreno baldio com ervas a crescer sem critério. Todo o jardim é uma forma elaborada de humanidade.

VN BARQUINHA: Transporte a Pedido a partir de Maio

O projecto da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo é inovador e depois de uma fase de experiência piloto em Mação, em Janeiro de 2013, chega a Vila Nova da Barquinha, depois de implementado em Abrantes, Sardoal e Ourém. Aproximar as populações rurais, mas não só, aos serviços públicos é um dos objectivos

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A apresentação realizou-se no dia 3 de Março no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha (VNB) e serviu para esclarecer a população sobre a nova solução de mobilidade. O Transporte a Pedido, projecto desenvolvido pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), foca-se nas populações rurais, oriundas de zonas de baixa densidade populacional, e que a partir de Maio vai permitir a ligação entre Cafuz (Praia do Ribatejo) e a sede do concelho, passando por Tancos e tendo ainda dois percursos experimentais até à estação ferroviária do Entroncamento.

O transporte consiste na disponibilização de táxis e autocarros escolares em percursos de ida e volta com horários previamente definidos, no período da manhã, almoço e tarde. Para aceder ao serviço o utilizador terá de ligar antecipadamente para marcar a viagem e deslocar-se no dia da mesma aos locais de paragem.

Transporte Público

Um projecto “inovador”, assim o caracterizou Miguel Pombeiro, Secretário Executivo da CIMT, acrescentando que o Transporte a Pedido “se assemelha ao transporte público, com percursos, horários, paragens e tarifários definidos”. A diferença, explicou, “é que é necessária a pré-reserva por telefone”. Mas há mais diferenças, segundo os dados disponibilizados por Miguel Pombeiro, “o transporte a pedido permite uma redução de 95% dos quilómetros percorridos pelo transporte regular”.

Efectivamente, se não houver pré reservas as viaturas não se deslocam às paragens definidas. As pré-reservas podem ser feitas através do número de telefone 800 209 226 (gratuito) e os preços foram estabelecidos com base em valores padrão correspondentes a 1,5 da tarifa de bordo dos autocarros e a divisão da despesa de um táxi por quatro passageiros. As viagens custam €1,60 se não excederem os cinco quilómetros, €2,80 entre esta distância e os 15 quilómetros e €4,00 entre os 15 e os 25 quilómetros.

Para quem utilize o serviço de forma regular existe a possibilidade de aquisição de um pacote de 10 bilhetes com desconto de 30% no total.

Números do projecto

O projecto é simples, apesar de parecer o contrário. Na apresentação, que contou também com Fernando Freire, presidente da Câmara de VNB e Olinda Pereira, consultora da TIS – Consultores em Transportes Inovação e Sistemas, foi realçado que uma das dificuldades iniciais foi a “desconfiança das populações”, numa altura em que é raro serem apresentados serviços como este, “que efectivamente ajudam as populações”.

Mas segundo Olinda Pereira, os dados são esclarecedores. “Temos elevados níveis de satisfação”, assinalando que “os lugares mais pequenos geram mais procura” e que 67% das deslocações são por motivos de saúde e 72% das pessoas que utilizaram o serviço fizeram-no mais que uma vez”.
Olinda Pereira detalhou ainda que o circuito de VNB foi “desenhado para integrar os serviços já existentes do Transporte Escolar” e que tem início em Cafuz, passa pela sede de freguesia, Tancos, VNB, zonas residenciais de Moita do Norte e Atalaia e, finalmente, Estação de Caminhos de ferro do Entroncamento”, esta última paragem é articulado com os horários dos comboios Intercidades.

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Divulgação

Fernando Freire apontou a necessidade de se proceder à divulgação do projecto junto das populações e que esse trabalho, antes do arranque em Maio, será fundamental para a implementação com sucesso do mesmo. “Em VNB pensámos na zona rural da freguesia de Praia do Ribatejo, nomeadamente Cafuz, Madeiras e Limeiras, para permitir a deslocação aos serviços da vila, como é o caso da Loja do Cidadão, Centro de Saúde e outros serviços públicos”.

Texto: R.Alves
Foto: P. Basso

VN Barquinha: Testemunhas revelam momentos de tensão dentro do banco

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O assalto que ocorreu esta manhã, por volta das 9h15, terá sido cuidadosamente planeado e perpetrado por indivíduos com experiência, é pelo menos isso que os testemunhos que o JNA recolheu no local indiciam. Segundo uma cliente, de 69 anos, de Moita do Norte, que entrava no banco pelas 9h20, os assaltantes aperceberam-se da sua entrada e puxaram-na para dentro do banco encostando-a a um dos cantos da sala. “Fiquei muito nervosa, estavam encapuzados e tinham uma arma”, conta-nos esta cliente que se preparava para depositar dinheiro na sucursal, “está aqui todo (o dinheiro) na minha mala, eles só se preocuparam com o dinheiro das caixas e do cofre”.

Uma outra cliente, de Vila Nova da Barquinha, que também estava a entrar no banco, apercebeu-se de que algo estava mal quando viu as pessoas sentadas no chão. “Um dos assaltantes saiu e apontou-me a arma à barriga e disse-me para estar calma e calada”. Esta cliente, à saída do banco após duas horas de recolha de testemunhos e provas, ainda se encontrava visivelmente nervosa mas contou que ouviu um dos assaltantes dizer que faltavam “três minutos” para a abertura do cofre.

O cofre do banco tem um temporizador para a sua abertura. “Pareceram sempre calmos e seguros do que estavam a fazer, descontraídos mesmo”, conta a cliente de Vila Nova da Barquinha.

Uma outra cliente que se encontrava ao balcão aquando da entrada dos assaltantes pormenorizou o modus operandi da dupla. “Entraram e mandaram todos ficar calmos e disseram que nada tinham a perder, que se gritássemos ou pegássemos nos telemóveis que nos davam um tiro a todos e se matavam a seguir”.

Ainda segundo esta testemunha, os assaltantes não se preocuparam com os bens de clientes ou funcionários, estavam unicamente centrados no dinheiro em caixa e no cofre. O assalto terá durado cerca de dez minutos e todas as clientes com que o JNA falou afirmaram que tudo foi feito de uma forma que indicia experiência neste tipo de crime.

Os peritos da Polícia Judiciária chegaram ao local por volta das 11h00 e estão neste momento a recolher provas no local.

VN Barquinha: Caixa Geral de Depósitos assaltada à mão armada

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Dois homens entraram ao início desta manhã na Caixa Geral de Depósitos de Vila Nova da Barquinha e levaram todo o dinheiro em caixa tendo ainda conseguido aceder ao cofre da sucursal. Estes dois homens entraram encapuzados, empunhando uma arma e puseram-se em fuga em poucos minutos, ajudados por um terceiro elemento que teria a viatura estacionada a escassos metros do banco.

Segundo informações recolhidas pelo Jornal NA, os homens apresentavam sotaque brasileiro. Neste momento não se sabe o valor que os assaltantes lograram levar mas dentro da Caixa Geral de Depósitos estão vários clientes e funcionários que na altura do assalto estavam nas instalações. A GNR de Vila Nova da Barquinha está a recolher todos os testemunhos e a fazer o levantamento de provas no local.

A Polícia Judiciária está já a caminho do local para investigar o caso. A Caixa Geral de Depósitos de Vila Nova da Barquinha está situada num dos locais de maior movimento da vila. Dentro do banco é visível o transtorno de clientes e funcionários mas todos se encontram bem de saúde.

R.Alves