Médio Tejo: Autarcas criticam o facto de eventos como o da estância de wakeboard não caberem no Portugal 2020

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O mote foi dado por Maria do Céu Albuquerque (PS) durante a apresentação do projecto na BTL. Perante a presença de deputados e demais representantes políticos, a presidente da CIMT e do Município de Abrantes não deixou escapar a oportunidade para criticar o facto de o quadro comunitário que se aproxima, Portugal 2020, não prever o financiamento de eventos desportivos. “Mais uma vez serão os municípios a suportar os encargos, com recursos cada vez mais pequenos, não se percebe como é que iniciativas como esta não sejam consideradas pelo Portugal 2020 para financiamento”, atirou a autarca, deixando o “desafio” ao “governo da nação para que se debruce sobre a matéria”. Posição igualmente critica teve Pedro Machado, Presidente da Turismo Centro de Portugal, “se a secretaria de estado inscrever estes eventos no quadro de apoio estará a contribuir para a valorização do território” e prometeu que a entidade que preside “tudo fará para que seja ainda mais ouvida” e que ainda haja possibilidade de emendar a “injustiça”. “No Médio Tejo temos Fátima, temos fé”, finalizou Pedro Machado.

Ao NA, Miguel Pombeiro, Secretário Executivo da CIMT, elogiou a posição da autarca no contexto da BTL, “o próximo quadro comunitário de apoio ainda não tem os regulamentos aprovados e o que se diz é que os eventos serão uma prioridade negativa, ou seja, que não é financiável”. No entanto, Pombeiro avisou que é necessária uma distinção, “há eventos que são estruturantes do ponto de vista do território e que o retorno é de tal forma importante que uma comparticipação de fundos comunitários tem um efeito multiplicador no território”, e congratulou-se com o projecto na região, “num país com tendência para a litoralização dos eventos”.

Vasco Estrela (PSD), presidente da Câmara de Mação, um dos quatro parceiros do projecto, aplaudiu a tomada de posição da presidente da CIMT e apesar de perceber “que o país não possa apoiar todos os eventos, tem de aperceber-se que não é tudo igual. Não há maior injustiça do que tratar por igual o que é diferente. Espero eu que ainda se possam salvaguardar este tipo de eventos. Não me parece que seja a melhor forma de ver as coisas”. Vasco estrela acredita que numa região, a do Médio Tejo, em que onze concelhos estão a perder população de forma assustadora, este tipo de projectos pode “contrariar esta dinâmica infeliz na nossa região”. “Sabemos que não é a solução para os nossos problemas mas ajuda à promoção da região, é bom para a auto-estima, cria riqueza, pode ajudar a criar novos negócios, novas emoções, novas visões de futuro e fixar pessoas”, concluiu.

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Um pensamento em “Médio Tejo: Autarcas criticam o facto de eventos como o da estância de wakeboard não caberem no Portugal 2020”

  1. Até que enfim que alguém se interessa pela barragem do Castelo de Bode.Porque os assaltos ,roubos a habitações e furtos de motores de barcos são o prato do dia nesta barragem.

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