Barquinha: Criar oportunidades para agarrar o futuro

crie a sua oportunidade

O Município de Vila Nova da Barquinha (VNB) e a Nersant – Associação Empresarial da Região de Santarém – vão realizar uma sessão no centro cultural da vila, no próximo dia 26 de Junho a partir das 17 horas, que visa esclarecer e informar os interessados em criar oportunidades de negócio. Na sessão “”Crie a sua oportunidade” vão ser apresentados o Plano Estratégico de Desenvolvimento Económico “Barquinha 2020”, o Programa de Apoio ao Empreendedorismo e Criação do Próprio Emprego do IEFP, o Programa Sou+ e também serão apresentados os apoios prestados pela Nersant.

Esta iniciativa, a realizar-se na quinta-feira da próxima semana, tem por objectivo impulsionar o crescimento económico no concelho, uma aposta do actual elenco executivo, comandado por Fernando Freire (PS), e cuja chegada do novo quadro de apoio 2014-2020, levou à criação do GADEL (Gabinete de Apoio ao Desenvolvimento e Empreendedorismo Local) que vai trabalhar em proximidade com a empresa municipal CDN – Gestão e Promoção do Parque Industrial de VNB.

RA

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Entroncamento: A Festa regressa hoje a casa

As Festas de São João e da Cidade do Entroncamento regressam ao Largo José Duarte Coelho, coração da cidade, após oito anos no recinto multiusos, mas a celebração está por toda a cidade. 

Conheça o programa das festas, de 20 a 28 de Junho, na cidade ferroviária

Dia 20 de Junho | Sexta-feira
19h30 Abertura das Festas Salva de Balonas de Tiro – Câmara Municipal; Arruada – Banda da Associação Filarmónica e Cultural do Entroncamento – Recinto; 20h00 Musical “ Em Busca do santo António” – Escola Rumo Ao futuro, Palco 2 – Praça Salgueiro Maia; 20h30-21h00 Demonstrações de Hip-Hop – Rua Luís Falcão de Sommer; 21h00 Tuna da Universidade Sénior do Entroncamento – Palco 2 Praça Salgueiro Maia; 21h30 Workshop de Fotografia – Concentração Galeria Municipal; 22h00 Quim Barreiros – Palco Principal.

Dia 21 de Junho | Sábado
9h00 Caminhada Aberta by CLAC, concentração – Piscinas Municipais; 9h00 Campeonato Nacional de Patinagem Artística – Casa do Benfica Pavilhão Desportivo Municipal; 9h30 – 11h00 IV Mega Aula de Zumba – Largo José Duarte Coelho; 10h00 Carrinhos e Bicicletas da ESER; 10h00 – 11h30 Aula Aberta e Exibição de Hip-Hop – Praça Salgueiro Maia; 10h30 Workshop de Pintura com Especiarias – Palco 2 – Praça Salgueiro Maia; 10h30 – 12h00 Baptismo a Cavalo – Parque Verde do Bonito; 16h00 – 18h00, Baptismo de Mota – Praça Salgueiro Maia; 18h00 Festival de Natação Sincronizada CLAC; 20h00 Grupo de Sevilhanas “Sombreros Y Peneitas” – Palco 2 Praça Salgueiro Maia; 21h00 Orfeão do Entroncamento – Palco 2 – Praça Salgueiro Maia; 22h00 Ricardo Oliveira – Palco Principal; 00h00 Dj Pedro David – Palco Principal.

Dia 22 de Junho | Domingo
10h00 20.º Grande Prémio Museu Nacional Ferroviário em Atletismo/1.ª Caminhada José Canelo – Rua 5 de Outubro; 10h00 Carrinhos e Bicicletas da ESER; 11h00 – 12h00 Aulas Abertas de Dança do Ventre e Sevilhanas – Palco 2 – Praça Salgueiro Maia; 18h30 Tributo à Música Portuguesa AFCE – Palco 2 – Praça Salgueiro Maia; 21h00 Espectáculo de Danças Latinas Academia de Dança do Entroncamento – Palco 2 – Praça Salgueiro Maia; 22h00 Tributo a Pink Floyd – Palco Principal.

Dia 23 de Junho | Segunda-feira
20h00 Coro Infantil Escola João de Deus – Palco 2 – Praça Salgueiro Maia; 21h00 Escola de cavaquinhos Universidade Sénior – Palco 2 – Praça Salgueiro Maia; 22h00 Filipe Santos “Olhos nos Olhos” – Palco Principal.

Dia 24 de Junho, Terça-Feira.
Dia de São João
19h30 Aula de Yoga – Jardim da Zona Verde; 20h00 Quarteto Blues & Rock – Palco 2 – Praça Salgueiro Maia; 21h00 Caminhada pela Noite By CLAC – Concentração Largo José Duarte Coelho; 21h00 Gonçalo Serras – Palco 2 – Praça Salgueiro Maia; 22h00 Amarelo & Yellow Pop – Palco Principal.

Dia 25 de Junho, Quarta-feira
19h00 Cozinha Molecular “Experimenta Química na Cozinha” – Instalações do Campus Escolar da Escola Gustave Eiffel; 20h30 Night Runners – Pavilhão Desportivo Municipal; 20h30 – 21h00 Grupo de dança “House of Trains” – Rua Luís Falcão de Sommer; 21h00 Banda júnior da AFCE – Palco 2 – Praça Salgueiro Maia; 22h00 Fun2rock – Palco Principal;

Dia 26 de Junho | Quinta-feira
19h30 Aula de Yoga – Jardim da Zona Verde; 20h00 Passeio Nocturno BTT – Concentração Câmara Municipal; 20h00 Rancho Folclórico do CERE, Nova Geração – Palco Principal; 21h00 Miguel Maat – Palco 2 – Praça Salgueiro Maia; 22h00 Alive – Tributo a Pearl Jam – Palco Principal.

Dia 27 de Junho | Sexta-feira
19h00 Demonstração Sevilhana – Rua Luís Falcão de Sommer; 19h30 Marchas Populares Centro de Convívio da Terceira Idade, Lares da Misericórdia e Associação de Lares Ferroviários – Rua Luís Falcão de Sommer e Largo José Duarte Coelho; 21h00 Ultra Rock – Palco 2 – Praça Salgueiro Maia; 22h00 Irmãos Verdades – Palco Principal; 00h00 Dj Carlos Adelino – Palco Principal

Dia 28 de Junho | Sábado
9h00 Campeonato Nacional de Danças de Salão, Academia de Dança – Pavilhão Desportivo Municipal; 9h00 Caminhada Aberta By CLAC – Concentração Piscinas Municipais; 9h30 – 12h30 Workshop “ A Brisa de Verão no Mercado – Mercado municipal; 10h00 Carrinhos e Bicicletas da ESER; 10h00 – 11h00 Aula Aberta de Body Balance Ginásio Onda Física – Palco 2 – Praça Salgueiro Maia; 10h30 – 12h00 Baptismo a Cavalo – Parque Verde do Bonito; 17h00 Aula Aberta de Hidroginástica CLAC – Piscinas Municipais; 17h00 – 19h00 Grafitis ao Ar Livre – Largo José Duarte Coelho; 19h00 Demonstração de Dança Sevilhana – Rua Luís Falcão de Sommer; 20h00 – 23h00 Estátuas Vivas – Recinto; 21h00 Espectáculo de Dança- Palco 2 Praça Salgueiro Maia; 22h00 Quinta do Bill – Palco Principal; Espectáculo Piromusical – Recinto.―

 

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Entroncamento: Pavimento cedeu e deixou enorme buraco em pleno coração da cidade

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Por volta das 23h30 de ontem (quarta-feira), em pleno centro do Entroncamento, uma placa de pavimento cedeu e deixou o seu interior a céu aberto. A rua em causa fica perto do Mercado Diário do Entroncamento, junto à estátua Salgueiro Maia, e não causou quaisquer feridos, certamente devido à hora avançada a que ocorreu o acidente.

Isso mesmo confirmou ao NA o coordenador da Protecção Civil do Entroncamento, Fernando Lima, que justificou a ocorrência com um pavimento “obsoleto, e que com o passar dos anos ficou fragilizado”. 

Na praça Salgueiro Maia seguem os preparativos para o início dos grandes festejos da cidade, que este ano retornam a casa. 

Foto (Foto Mariné, facebook)

Praia do Ribatejo: “Avistamentos” de Rui Igreja, desaparecido, sem fundamento

A procura continua

Continua desaparecido, desde a noite de segunda- feira, 21 de Abril, mas o nome de Rui Igreja permanece nas bocas e pensamentos de família e populares. O coveiro de Praia do Ribatejo foi avistado pela última vez durante as Festas de Nossa Senhora da Boa Viagem em Constância e, desde então, nunca mais foi visto.

No entanto, são várias as pessoas que têm alertado a família, nomeadamente a sua prima e principal promotora de uma busca incessante, para avistamentos de Rui Igreja. Todos sem fundamento. Maria José, prima do desaparecido, contou ao NA que se tem deslocado aos locais dos possíveis avistamentos mas apenas para constatar não serem reais, “já fui a Coruche, Martinchel, estive bem perto de Espanha, até já o “viram” em Alcanena”. Nada.

Recentemente houve mesmo quem julgasse ter visto Rui Igreja na estação de caminhos de ferro do Entroncamento, tão perto de Praia do Ribatejo. Mas a busca não pára e Maria José promete não descansar até ter certezas sobre o que aconteceu com o seu primo. Para isso tem contado com a colaboração da “autarquia, junta de freguesia, bombeiros, protecção civil e outras entidades”, “têm dado todo o apoio”. Nos dias que se seguiram ao desaparecimento foi mesmo possível observar populares, do concelho de Vila Nova da Barquinha e outros, a caminhar junto às estradas, espreitado por nesgas de mato e vegetação.

Também os media não deixaram cair o caso e Maria José contou ao NA que foi convidada para estar presente num programa televisivo juntamente com outras pessoas com casos similares.

Questionada sobre se Rui Igreja teria tido alguma alteração de comportamento nos dias anteriores ao seu desaparecimento, Maria José, que tal como o primo é funcionária da junta de Freguesia de Praia do Ribatejo, diz que não. “Ultimamente andava contente, com o trabalho também”, contou, afirmando ser muito chegada ao primo, “trabalhava comigo, estávamos sempre juntos”.

Nas contas bancárias de Rui Igreja nem um movimento desde o seu desaparecimento e apesar de todos os factores de desmotivação que o caso possa provocar na família, esta não desarma. “O meu primo estava sempre pronto a ajudar”, justifica assim Maria José os telefonemas sobre avistamentos que populares lhe fazem. Uma coisa é certa, para Maria José “não haverá descanso até ter a certeza do que aconteceu”.

 Ricardo Alves

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Entrevista Luís Dias, Vereador da Cultura de Abrantes: “Regularidade, continuidade e qualidade na programação”

Luís Dias acumula, entre outros pelouros, o da Cultura e em entrevista ao NA antecipa o futuro da cidade na área. Para o vereador abrantino, é necessário cativar toda a população, preservar a memória e não descurar as novas tecnologias. Em vésperas de mais umas Festas de Abrantes e também de mais um 180 Creative Camp, Luís Dias explica os caminhos a percorrer para tornar Abrantes numa referência de boas práticas culturais

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Que planos tem o executivo para a cultura em Abrantes no início deste mandato, que é também a sua estreia na vereação?

Abrantes é uma cidade reconhecida, convidativa, e que ao longo dos anos tem trilhado um percurso que se pretende, com este novo ciclo e orientação estratégica, venha a reforçar a sua programação cultural e desportiva, a posição estratégica, a identidade histórica e inclusivamente, porque não tornar-se um pólo de atractividade por causa deste cruzamento. E uma vez que estamos num palco privilegiado (Jardim do Castelo), a relação entre o turismo industrial e arqueologia industrial pode contribuir para isso. A qualificação das nossas pessoas, o potenciar do sentido crítico, da procura constante, continuada e regular em eventos e percursos. A cultura é algo que vai passando mas é constantemente sedimentada.

Criação e formação de públicos?
Não só, porque falamos muito da criação e qualificação de públicos mas muitas vezes descuramos a questão da qualificação dos próprios criadores. Tem de ser uma visão a 360º: não de pode qualificar um grupo restrito, seja escolar ou informal, sem chegar ao professor, ao monitor, ao profissional que trabalha com eles. Tem de haver um compromisso de todos, da Câmara enquanto veículo de afirmação cultural aprendendo com os outros para que todos possamos criar o tal domínio cruzado. Só poderá haver verdadeira marca de cidade se conseguirmos que tudo isto se congregue. Um evento só pode grandioso se conseguir envolver a comunidade. Viu-se isto noutras cidades. A comunidade tem de ter sentimento de pertença.

Nesse sentido, neste momento, qual é a relação da cidade com a cultura, sabendo que tem sido uma aposta da actual presidente?
Partindo da notoriedade que Abrantes pode ter no Médio Tejo. E para além da sra. presidente ter esta visão da supra municipalidade é muito importante para Abrantes e pode estar ai uma lacuna que podemos ainda hoje entender. Comunicamos muito pouco com outras geografias. Talvez ainda não tenhamos atingido os patamares de notoriedade que ambicionamos e creio que o trabalho tem de ser por aí. Obviamente que não podemos pensar a cultura de Abrantes sem pensar a da região. As sinergias, redes e parcerias tão em voga são estruturantes para a qualificação da cultura abrantina. Não descurando jamais as nossas aldeias, os nossos fregueses, as nossas ruas para estimular o sentimento das pessoas que cá vivem e consigamos criar sentimentos de pertença e as pessoas terem orgulho em defender as suas caracteristicas, em falar da sua história, das suas gentes, e da sua topografia, artes, ofícios, tradições. É isso que faz o pulsar do povo. Esse será um grande desígnio e um desafio para os próximos anos, a afirmação da identidade enquanto factor de competitividade entre o território. Abrantes não perde se competir com Tomar ou Torres Novas.

O triângulo estratégico do médio tejo…
Eu julgo que quando temos equipamentos culturais com a distinção que Abrantes tem, uma biblioteca, o cineteatro., um arquivo municipal, património incomensurável como o Castelo de Abrantes, uma memória industrial (metalúrgica Duarte ferreira, a riqueza do azeite), eu julgo que temos as todas as condições para tornar a cidade e o concelho num palco. Tomando o exemplo de Torres Novas, o trabalho que o Teatro Virgínia (TV) fez foi talvez de triangulação, que teve um vértice: o TV, um equipamento cultural de excelência. Teve outro que foi o castelo, com a criação de uma dimensão imaterial que potenciou a criação das feiras medievais, recriações históricas. Mas também a biblioteca e o arquivo, pois onde reside a memória, o património bibliográfico e testemunhal. Em Abrantes temos as mesmas condições que Torres Novas. Tomar tem, por exemplo, uma dimensão templária tremenda, um património mundial e depois temos esta visão de que quanto mais radial e holística for, melhor para nós. Porque nós estamos no centro histórico, convivemos nele criamos produtos, mas temos de ir avançando e chegando às aldeias e vilas que nos rodeiam –Pego, Tramagal. Alferrarede, Fontes, São Facundo. Num território tão grande como o de Abrantes precisamos de um fio condutor, uma marca que temos de construir.

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Como se qualificam e formam os públicos, formal e informalmente?
Um elemento basilar é o serviço educativo associado às nossas práticas. Termos um na galeria municipal, que é uma referência incontornável desta cidade – ainda agora com a inauguração da exposição de José Guimarães atingiu uma notoriedade incrível em que um dos artistas plásticos mais conceituados de todos os tempos em Portugal está em Abrantes e procurou Abrantes – em que se criou uma dimensão de contemporaneidade num edifício com uma memória tao importante para os abrantinos, (antigo quartel dos bombeiros), e essa fusão é necessária em todos os nossos aspectos. Estamos num jardim do castelo que precisa de elementos de contemporaneidade associada, senão ficamos retidos num passado, numa imagem de uma cidade, na cidade florida. Dou outro exemplo que talvez possa ser sintomático deste pulsar que pode ser o amanhã. Realizamos agora as Festas de Abrantes, associadas a um mote, e teremos depois o “180 Creative Camp”, um campo de criatividade, imaginação, de aglutinação de saberes e de encontro de múltiplos criadores. Mas não podemos deixar que passe por cá sem deixar sementes. E os serviços educativos aí são fundamentais.

Há também a questão do financiamento das estruturas, dos parceiros, num concelho tão extenso, como

o Finabarantes?
Abrantes a esse nível trabalha seguramente melhor que muitos outros. Tem um fortíssimo programa de apoio ao associativismo, seja no desporto, cultura, acção social e na juventude. Sempre numa lógica de transversalidade das práticas. É um marco incontornável da nossa região em que a câmara coloca grande investimento para que os nossos actores possam convergir em redor de uma prática e denominador comum, a afirmação cultural no território. Acho que aqui a questão da educação, a partilha entre as escolas, as associações e neste caso a câmara, é fundamental para que haja este diálogo comum.

O 180 Creative Camp aparece nessa linha de qualificação, de choque positivo, de criação de discussão?
Vou usar um exemplo que considero tremendo para a importância de um Creative Camp em Abrantes. Quando apadrinhamos um evento destes é, como disse e bem, no sentido de romper com alguns paradigmas. Quando falamos na qualificação sabemos que isso é também impulsionar o pulsar crítico das nossas mentes. Vamos criar um marco diferenciador, trazer gente de outros lados com qualificação e formação nas artes performativas, cénicas, plásticas, etc., criar-lhes uma geografia comum e intervir no espaço. No ano passado houve o efeito surpresa, este ano provavelmente já não. Uma das coisas em que temos insistido é que agora temos de ir mais ao particular. O tema deste ano é o “The power of Story Telling” porque sabemos e sentimos que todos os nossos espaços de intervenção contam histórias, independentemente da forma como nós as contamos. A ideia do “Creative Camp” tem de ser apropriada pelos abrantinos. Este ano há uma ideia mais concêntrica, fixada mais no centro histórico para que no próximo ano possamos levar a arte urbana às nossas aldeias e fazer com que as aldeias também percebam o que é isto do “Creative Camp”.

A aposta é disseminar depois o produto do campo?
E valorizar aquilo que é o nosso património imaterial. Há algumas pessoas que fazem os levantamentos dos nossos usos, costumes, tradições, mas faltam-lhes, muitas vezes aquela fusão com a contemporaneidade. Quando ela existe sabemos que funciona. Porque conseguimos apelar à participação das novas gerações a participar e acho que ai reside o sucesso do “Creative Camp”. O envolvimento da comunidade. Veio cá o Florentin Hoffmann, fez a intervenção no monumento a Francisco de Almeida e criou aquele ressuscitar de uma instalação nobre, de uma figura incontornável da historiografia de Abrantes. Tanto o fez que houve actos de vandalismo associado. Houve aqui um sentimento que de facto havia ali um monumento maior e apetecível.

O que o Campo traz é igualmente uma envolvência tecnológica…
Ninguém pode descurar a mediação tecnológica. Aliás, gosto de falar sobre a mediação enquanto factor de promoção das literacias, sejam tecnológicas, literárias, empresariais, do domínio cognitivo. A mediação tecnológica tem hoje grande importância para as gerações com as quais convivemos. Não podemos permitir que criemos um percurso sem acompanhar a evolução tecnológica. É como na relação com os nossos filhos. Eu tenho de acompanhar a evolução tecnológica e o modo como os meus filhos se relacionam com os novos suportes. Acho que a questão dos programas e da nova estratégia do Quadro de Apoio 2020 pode ser determinante para essas práticas pois há um enorme enfoque nesta mediação tecnológica. Não podemos perder a capacidade de dialogar com as gerações vindouras.

Quem vem de fora, de outras geografias, vê coisas na cidade que quem nela vive pode não ver. É isso que o Creative também traz?
Uma das coias a que dou muita importância é a toponímia. E normalmente não damos importância à rua em que vivemos. E só quando convidamos alguém de fora e fazemos visitas orientadas é que procuramos conhecer algo que ao fim ao cabo faz parte da nossa génese. Quando vem alguém de fora e nos acicata nós das duas uma: ou ficamos impávidos e observamos ou respondemos, agimos. É esse acicatar deste pulsar crítico que é tão importante para nós. A ideia desta parceria do município com o canal 180 é de cada vez mais ir ao encontro da verdadeira essência do território: as pessoas e as nossas práticas. Se não se criar esta apropriação ele pode funcionar de igual modo em Cerveira, em Guimarães, em Loulé, em Estremoz, em qualquer sítio. O de Abrantes, tem de ser de Abrantes.

Em relação à agenda cultural, no triângulo do médio-tejo a afluência de público é completamente diferente, como melhorar a de Abrantes?
Nós podemos sempre melhorar a nível de comunicação. A eficácia da comunicação pode ser um fim, temos um caminho a percorrer. Uma forma de envolver os de cá e os de lá e faze-los convergir numa prática cultural. Na questão da regularidade, da continuidade e da qualidade da programação é essencial o serviço educativo. Se conseguirmos ter uma prática de extensão cultural associada, projectos de continuidade duradouros, de envolvimento, conseguiremos ter essa regularidade. Até pode vir de fora, através de uma contratualização, mas amanhã temos cá a qualidade no território. A qualidade e qualificação dos nossos públicos é essencial para o que se pretende na cidade. Vamos fazer um trabalho com alguma paciência, não estamos em condições de termos aqui uma dimensão experimental para ver o que vai acontecer, pretendemos é ter uma linha estratégica de intervenção que parte desse reforço mas sempre com o denominador comum que é a boa gestão, sem cometer loucuras, orientada para uma boa programação.

Mação: IX Feira Mostra anima concelho durante cinco dias

A nona edição da Feira Mostra do Concelho de Mação decorre em dois fins-de-semana consecutivos: 28 e 29 de Junho e, como tem acontecido nos anos anteriores, no primeiro fim-de-semana de Julho, dias 4, 5 e 6 de Julho. 

Da programação musical, os destaques vão para os concertos de David Carreira, que actua na noite de 4 de Julho, os The Lucky Duckies, que sobem ao palco da feira dia 5 e a fadista Ana Moura, no domingo, dia 6.

No primeiro dia da Feira Mostra, 28, os ALF, com elementos de Abrantes, Mação e Penhascoso, animam a noite, seguidos de Rock em Stock – Tributo ao Rock Português. Cerca de 70 expositores vão marcar presença no evento que conta ainda com Parques de Insufláveis, Feira do Livro, Provas de BTT, Passeio de Cicloturismo, Zumba, actuação de Grupos de Cantares Concelhios e Marchas de Populares. 

A Feira Mostra de Mação é um dos mais importantes eventos regionais e que leva ao concelho milhares de visitantes.
Será também inaugurada a Galeria de Exposições do Centro Cultural Etelvino Pereira e uma exposição de Artista do Concelho e de Arte em Mação.

André Lopes

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Constância: Borboletário sopra primeira vela

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O Borboletário Tropical do Parque Ambiental de Santa Margarida, em Constância, assinalou o seu primeiro aniversário no dia 5 de Junho mas as iniciativas alusivas à data estendem-se aos dias 21 e 22 de Junho.

Nesses dias, as iniciativas vão estar abertas ao público, incidido no ambiente. Em nota de imprensa, a autarquia informa que em apenas um ano de existência, o Borboletário, situado na margem sul do concelho, recebeu mais de seis mil visitantes entre cientistas, coleccionadores, alunos e professores das escolas, famílias e turistas.

O equipamento conta com centenas de borboletas tropicais, numa estufa de 200 metros quadrados que recria o ambiente tropical. A entrada custa 1,50 euros.

O espaço representou um investimento de cerca de 70 mil euros para a Câmara Municipal de Constância tendo a verba restante sido obtido através de fundos comunitários.